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DUAS MÃES: BIOLÓGICA E ADOTIVA (Cleonice e Maria Guerra)

Por: Redação Fonte: Anchieta Guerra
28/09/2015 às 14h05

Poucas pessoas têm o privilégio de ter tido duas Mães. Evidentemente, que me refiro: a Mãe biológica e a Mãe adotiva. Imaginem só... Se uma Mãe já é suficiente para “subsidiar” um filho, pudera duas? Isso mesmo, duas Mães no desempenho do “divino papel” que lhes é inerente, quantos benefícios não propiciariam para aqueles filhos: adotados ou biológicos?

Elevo o tema à tona, por um simples questionamento lacônico: A Mãe que lhe “pariu” é mais importante do que a que lhe “acudiu”? No meu entendimento, não! Todas são importantes na sua vida e na sua formação:

Como cidadão e como pessoa, dentro de uma sociedade que “cobra” substancialmente, o conceito dessa relação familiar! Por isso, enalteço as duas, as colocando na medida do mesmo peso, na balança que afere os valores que contabilizam as Mães!

Trago o tema com o propósito de homenagear as minhas duas Mães: Cleonice Alves (biológica - falecida) e Maria Guerra (adotiva - falecida). Foram elas, na minha vida, um alicerce que me norteou para o “caminho do bem”; Foram, em todos os momentos difíceis da minha vida, “as presenças” decisivas nas minhas decisões acertadas!

Não queria e não quero nesse momento separar os valores de ambas! Cada uma representa para mim, muitos episódios marcantes!  (Mas, como em outros relatos, em matérias que escrevi, enalteci minha Mãe biológica Cleonice) – com poemas, poesias e crônicas – peço, portanto, “licença a ela, para me limitar nesse momento, a minha Mãe adotiva: Maria Guerra”!

Um perfil de “Boneca”

Com um sorriso de “BONECA” ela me recepcionou e me acolheu! Fui aos poucos, me adaptando ao novo estilo de vida adotado por ela, para corresponder as necessidades básicas desse meu novo mundo que aflorava.  Os ensinamentos vieram ao longo do tempo, como “veia” da adaptação! Não foi fácil! Era um novo mundo que se “avivava” para mim! Talvez, não fantasioso, mas, uma nova realidade, para que eu entendesse os primórdios de uma nova vida que se apresentava como essencial, na maneira de encarar o mundo! Era uma nova vida! Tudo aquilo para mim soava como um tom diferente; era uma novidade à vista! Talvez, tão grande, quanto podia ser! Era um “remédio” que, na sua primazia, serviria como uma estrutura básica de quem sempre teve como sentido, um rumo incerto! Hoje, eu entendo o sentido daqueles “conselhos”; daquela preocupação que  se fazia constância no meu dia a dia. Ela me deu a oportunidade de migrar para o rumo certo!

Não irei me adentrar mais em detalhes, pois, o que me importa é o que carrego ou trago comigo, para me servir de estrutura respeitosa e honrosa que migraram dos seus ensinamentos!  

Contudo, independente do sorriso que estampava com freqüência rotineira ela, que só tinha uma filha biológica (Rinalda) “tomou” aquela “intromissão”, apesar de tudo, como valiosa, por que entendia e via como uma nova missão, na sua vida!

E, assim, me aturou como filho; como um irmão para sua filha do coração.

Impressionava a todos, pelo sorriso de “Boneca”. As “maçãs do rosto” coravam-se do rubro do jambo, nos demorados sorrisos satisfatórios!   

Uma “Guerreira”, desde Criança; Uma “Mulher”, desde a Adolescência; Uma “Senhora”, desde o Matrimônio; Uma “Idosa”, desde a Necessidade!

Oriunda do Rio Grande do Norte, (peço licença a Rinalda, sua filha, pelo relato) filha de dona de “hotel”, aprendeu, logo sedo, com a Mãe, o “oficio” da cozinha! Especializou-se: no Café; no Almoço e na Janta, ainda criança! Por conta de sua simpatia e desempenho, foi focada por um “caixeiro viajante” (Guarda da SUCAN, meu tio Zé Guerra) – que na verdade, não era caixeiro, mas, um Agente de Saúde – que vez por outra, se hospedava lá no hotel da Mãe de Maria Guerra, em Currais Novos! 

A vida trazia ou traçava para ela, uma saga de adaptação, desprendimento, sofrimento, dedicação, luta e vitória! 

Foram anos de luta, renúncia, obstinação e conquistas! Enfrentou resistências, descriminação e invejas! Mas, trazia consigo o sangue dos “DANTAS” como símbolo de resistência, luta e conquista! 

Hoje, sentimos sua falta! Mas, tenho uma grande certeza: Onde ela estiver, estará orando por todos nós! 

Que Deus a mantenha eterna no Céu! 

Muito Obrigado por tudo!

Patos, 28 de Setembro de 2015. 

Anchieta Guerra

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