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A MOÇA DO CELULAR

Por: Redação Fonte: Anchieta Guerra
18/08/2015 às 07h50

Hoje, no Brasil, existem mais de duzentos e cinquenta milhões de TELEFONES CELULARES.  Para cada usuário desse meio de comunicação, há uma particularidade inerente ao seu modo de se utilizar do aparelho. Aqui em Patos, temos observado diariamente, uma particularidade de uma consumidora usuária desse equipamento indispensável. Essa jovem, que caminha cabisbaixa com um Celular: ora junto ao ouvido, ora vidrada com os olhos nele, com passos curtos, contudo, apressados, se dirige para o trabalho centrada no assunto que discute com o seu interlocutor, do outro lado da linha do Celular.

A frequência diária e a precisão rotineira com a qual ela "contrai" o aparelho sobre seu ouvido, deixa transparecer um "apego" incondicional ao objeto de uso que tanto "ama". "É notório, não só por mim, mas, também, por outras pessoas que residem nas imediações de sua trajetória diária, a identificação entre ela e o aparelho "companheiro".

Outra particularidade que ela traz, é o fato de uma vez por outra, portar um Celular preto, outro dia um branco, outro dia um rosa - choque, e assim, rotineiramente. O impressionante é o fato de que tanto na ida quanto na vinda, ela mantém o mesmo ritual. É como se o assunto debatido por ela fosse uma espécie de "alimento" ou "combustível" para tornar o percurso menos distante.

Não obstante a tudo isso, fica uma preocupação no ar: Manter o Celular por muito tempo junto ao ouvido prejudica? O contato do Celular de forma intensa dar Câncer? Hoje, o celular é parte inseparável do ser Humano? Ou é apenas uma necessidade momentânea, que em breve será superada?

Pois bem, esta matéria tem uma simples mensagem: RACIONALIDADE!         

 

Anchieta Guerra

Patos, 18/08/2015

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