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UM DESABAFO “SEM FICHA DE FILIAÇÃO”

Por: Redação Fonte: Anchieta Guerra
12/08/2015 às 07h43
Ouvi certo dia, quando partilhava de um bate-papo entre amigos, a seguinte frase: "Nunca me considerarei um fracassado, mas, sim, um perseguido pela política e pela politicagem imperiosas, que vive tentando massificar a todos que não lhes "absorvem" goela a dentro"! Esse desabafo, sem dúvida, demonstra que muitas pessoas, embora, capacitadas no ofício das suas obrigações, tanto na conduta intelectual quanto na conduta técnica, que sabem esmiuçarem ou dirimirem problemas inerentes à sua alçada, não são aproveitadas, mas, escanteadas ou simplesmente, ignoradas por não preencherem a "ficha de filiação" de determinada facção político-partidária!

Obviamente, é no setor público, precisamente, nas repartições públicas, onde os barnabés burocráticos, "fichados", esnobam-se do "poder" que acham que tem. O que eles, na verdade, por conta do ofício que delegam, deveriam se prestar a fazerem, seria prestar um bom serviço à população, por serem seus deveres e suas obrigações, o que de fato, não o fazem! O que existe, na verdade, é o despreparo e a falta de conhecimentos específicos no ofício da função que exercem, deixando "sobrar", sempre, tudo o que resta de ruim, para o povo!

Dai, fica meu lamento e minha indignação: Quando será que os políticos e os politiqueiros demagogos e hipócritas, serão "ceifados" ou expurgados pelo povo, com a arma que ainda se tem, ou seja, o voto? Já está na hora dos que vivem sob esse jugo subserviente, darem seus gritos de liberdade e cantar a canção da libertação contra essa tirania e esse descaso, mirando-se na eloquência com que o nosso grande e ilustre Paraibano, Geraldo Vandré, invocou na musica:

 


"Para na dizer que não falei das flores"

 

 

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

 

 

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

 

 


Patos, 11/08/2015
Anchieta Guerra

 

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