Depois que a família de Sayonara Nogueira da Silva, de 30 anos, denunciou a possibilidade de um erro médico cometido por uma equipe da Maternidade Peregrino Filho, em Patos, na última quinta-feira, dia 16, a direção daquela casa de saúde emitiu uma nota, contrariando as informações repassadas à imprensa.
A princípio, a mãe da mulher, a senhora Maria Solange Nogueira, teria dito que a filha estava com sintomas de gravidez e que a situação teria sido confirmada por exames feitos inclusive pela Peregrino Filho, entretanto na última quinta-feira uma cirurgia foi feita em sua filha e não havia feto de 5 semanas, como havia sido confirmado anteriormente.
Ela questionou a necessidade da cirurgia e o possível desaparecimento do feto. Tudo isso ocorreu depois que a filha apresentou um sangramento vaginal e voltou à maternidade, culminando com a realização de uma cirurgia, agora contestada pela família.
Em nota, o Instituo Gerir, que administra a maternidade, reconheceu que o primeiro exame confirmou realmente um quadro de gravidez, entretanto ao realizar o exame clínico/ginecológico e uma ultrassonografia não foi detectado caso de gravidez na paciente.
A necessidade da cirurgia, segundo a Maternidade Peregrino Filho, foi em virtude da apresentação de uma pequena alteração no lado direito do abdômen e que por isso teria feito a cirurgia para afastar ou não o diagnóstico de gravidez tubária, o que também deu negativo
Veja nota:
A direção da Maternidade Dr. Peregrino Filho esclarece que a paciente Sayonara Nogueira da Silva foi admitida na última quinta-feira (16), com um exame laboratorial BHCG que apontava para uma possível gravidez de cinco semanas e com pequeno sangramento vaginal, mas que o exame clinico/ginecológico, a ultrassonografia e a cirurgia feitas na paciente durante seu atendimento na maternidade descartaram a possibilidade de uma gravidez.
Na ultrassonografia realizada o útero apresentava volume e tamanhos normais, sem alteração, e nenhuma visualização de saco gestacional. No exame clínico, o médico identificou apenas uma pequena alteração no lado direito do abdômen, por isso fez o procedimento cirúrgico para afastar ou não o diagnóstico de gravidez tubária, o que também deu negativo.
De acordo com o diretor geral da Maternidade, Dr. Odir Borges Filho, todos os procedimentos foram corretos e adequados ao caso da paciente que em nenhum momento do atendimento na unidade teve comprovado o quadro de gravidez. Os procedimentos foram adequados, os exames realizados foram os indicados para o caso, e o que talvez tenha havido seja uma falha na explicação do quadro da paciente aos familiares, argumenta Dr. Odir, complementando que a Laparotomia Exploradora é e continua sendo o melhor meio de diagnóstico em casos específicos como este.
Eliane Sobral
Assessoria de Imprensa do Instituto Gerir na PB