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A CORRIDA DO "CÔRO"

Por: Redação Fonte: Anchieta Guerra
10/07/2015 às 18h52

No sertão, em especial na cidade de Patos, existem muitas histórias engraçadas. São, na maioria das vezes, frutos da imaginação ou da criatividade de cada um. Relacionar todos os casos conhecidos seria impossível. Mas, como alguns são mais simples de contar, me reportarei sobre um caso bem engraçado, que aconteceu com uns funcionários da CAGEPA.

 

 

Bem, os personagens dessa história são cinco amigos:
 

 

- Josivam ( Cabeção ), funcionário da CAGEPA, atleta praticante de Judô; hobby: Lê;

 

- José Araújo ( Zé da sopa ), Funcionário da CAGEPA, Atleta - praticante de Futebol; hobby: Tomar umas;

 

- José ( Zé Birunga ), funcionário da CAGEPA ( na época ), apostador;

 

- Isaac Guedes ( Elegância Jovem ), Funcionário da CAGEPA, apostador;

 

- Izácio Nicácio ( Danadim ), Funcionário da CAGEPA, fiscal da prova.

 

O CASO FOI O SEGUINTE:

 

Numa sexta-feira, onde o expediente foi só pela manhã, na CAGEPA de Patos-pb, uns funcionários se reuniram e inventaram de fazer uma corrida no horário da tarde. Tipo: mine-maratona, de aproximadamente 10 km. Com início na frente da CAGEPA ( na época, na Horácio Nóbrega ), indo até a "Cruz da Menina" e, tendo como final,  o local onde se iniciou a partida.

 

Após alguns minutos, concordaram em participar da corrida os funcionários: Zé Araújo e Josivam Alves de Souto.

 

Antes do início da corrida, surgiu uma discussão sobre quem iria vencê-la.

 

De um lado: Zé Birunga, que apostou em Josivam (cabeção); do outro: Isaac Guedes, que apostou em José Araújo (Zé da Sopa).

 

Zé Birunga, que era muito experto, conversou antes com Josivam, para ter certeza que a vitória seria dele, contudo, Josivam, apesar de ser atleta e, nem beber e nem fumar, alertou a Zé Birunga do risco, pois, tinha participado de uma corrida no dia anterior (desculpas), não conseguindo, no entanto, convencer nem tirar o animus de Zé Birunga, que levava em consideração, o fato de Josivam ser um atleta. Daí, com esse argumento, convenceu a Josivam, à aceitar o desafio.

 

Isaac Guedes, que também é muito sabido, apostou em Zé da Sopa, já que Zé lhe garantiu ganhar a corrida, “sossegado”, pois, vinha treinando futebol e estava preparado para o evento.

 

Assim, dado início a corrida, um dos apostadores ( Zé Birunga ) e o fiscal ( Izácio Nicácio ) acompanharam os "atletas" em suas bicicletas, por todo percurso, os interpelando de vez em quando, para saber como eles estavam se sentindo e, como estavam vendo a chance de vitória. Foi ai, então, que Zé Birunga começou a se preocupar, pois, Zé da Sopa já tinha passado Josivam. Então ele perguntou a Josivam:

 

- Por que você tá deixando ele ir na dianteira?

- Não se preocupe, deixe esse otário comer corda, "na hora de dá o “Côro” nele, eu dou!" Afirmava Josivam, convicto.

 

Por outro lado, Isaac, já tranquilo, pois, já sábia que Zé da Sopa ia ganhar a corrida, devido a distância já expressiva que separava os dois corredores, dava risadas e mais risadas, já comemorando antecipadamente, à vitória.

 

Zé Birunga, que já estava entrando em desespero, indagou novamente a Josivam: - Dá pra ganhar, se não dá, suba na bicicleta que eu levo você até próximo do final, pegando um atalho, pois ele não tá vendo e, então, nós ganharemos.

 

Mas, Josivam, já muito cansado, "babando e escumando pelos cantos da bôca" entregou os pontos: - Eita! Zé Birunga, não dá mais não! Não aguento mais! Zé Birunga caiu em desespero com a afirmação de Josivam e, furioso, brandou: Murrinha!  Porque tú me enganou? Eu ia comprar uma VITAMINA prá você, mais agora vou lhe dá é VENENO! 

 

Josivam danou-se a rir, quase que sem parar. Zé Birunga, que já estava convencido que perdera a aposta, começou a rir também; colocou Josivam no bagageiro da bicicleta e o levou até a CAGEPA, onde já estavam todos os esperando.

 

 
A risadaria foi grande. E todos foram para o barzinho no mercado tomar cachaça, para gastarem o dinheiro da aposta e comentar os acontecimentos.
 

 

SÍNTESE:

 

 
Até hoje, quando estamos em mesa de bar e tocamos no assunto a risadaria é grande. Josivam, também se diverte, quando tocamos no assunto, e faz questão de contar a história bem direitinho. Zé Birunga, Isaac e Zé da Sopa, também se divertem com o acontecido.

 

 

E, eu, que na época, não morava em Patos, quando soube da história, nunca mais deixei de recontá-la a outros amigos.

 

Que coisa bacana e engraçada, pois, quem ganhou com tudo isso, foi à história, quando registrou momentos inesquecíveis nas relações de coleguismo e amizades, dentro da nossa empresa ( CAGEPA ).

 

O que, infelizmente, não vemos mais atualmente. Pois, o egoísmo tomou conta de muitos colegas, iludidos só pelo poder e a ganância.

 

Fica, portanto, o registro dessa grandeza de valores e amizades, outrora, vigorante no seio de nossa querida CAGEPA! 

 

        
Patos, 03/11/ 2011
Anchieta Guerra

 

Um comentário:

 

Anônimo18 de junho de 2015 03:52


Prezado Anchieta, parabéns pela iniciativa de manter perenizada mais uma das tantas "estórias" que já estão no livro da "História" da Morada do Sol. Tenho muito orgulho de ser sobrinho de Zé Birunga, homem de bem, amigo, sempre leal, ser humano dos melhores. Agradeço por partilhar mais essa. Um fraternal abraço. Cordialmente, David de Oliveira Monteiro.

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