A imagem à parede, emoldurada,
Não representa um quadro qualquer;
É mais que um retrato de mulher;
Um indício da realidade congelada.
A Monalisa que em pose destacada,
Ensejava esse amor de nós dois,
Não temia o que poderia vir depois,
Que a verdade me fosse revelada.
O esmaecido instantâneo da maldade,
É a prova de que não há saudade
Apenas um recorte; em tempo, latente.
E por serem falsos todos os beijos
Assim como as promessas e desejos
Temo os filhos, contraprova da gente.
(Misael Nobrega)