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Pássaros voam sem rumo, num zig-zag cambaleante como se fossem bêbados; por Anchieta Guerra

Por: Redação Fonte: Ricardo Souza
05/06/2015 às 08h18
Uma pequena e fina camada de chuva se espraia por córregos estreitos e rasos.

A penumbra que se visualiza, deixa passar por entre sua opaca e colorida aparência, um friso de luz.

A beleza fria, que ora se ostenta, transmite um tenebroso temor aos olhos de quem à contempla.

Mas, aos poucos, o sol vai surgindo radiante como se fosse um príncipe iluminando as trevas.

Colossal, o esplendor da luz se faz pleno e uniforme nos ares outrora sombrios.

É a renovação oriunda da manifestação da natureza que regra os ditames do universo e das coisas.

É o limiar de um novo tempo, onde, o obscuro mundo hostil se dissipa diante do poder infinito da lei universal e dos princípios incontestáveis, inerentes à mãe natureza.

Na natureza, o processo é lento, porém, constante. Podemos evidenciar esse processo nas mudanças físicas visíveis no ser Humano, ao longo da vida.

Nada, absolutamente nada, foge a regra, ou seja, todos nós somos passiveis de tal efeito. É o que nos resta em vida; É o que nos sobra da soberba, da prepotência, do egoísmo e da indiferença!

O princípio se norteará para o fim. Migramos em direção ao fúnebre e sóbrio mundo indescritível da imaginação humana. Somos apenas aficionados do imaginário.

Não temos conhecimento algum desse obscuro mundo que nos espera.

Portanto, reflita sobre isso, pois, o tempo passa rápido! E, como disse o sábio cientista: “Na natureza nada se perde, tudo se transforma”!

Anchieta Guerra
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