Uma pequena e fina camada de chuva se espraia por córregos estreitos e rasos.
A penumbra que se visualiza, deixa passar por entre sua opaca e colorida aparência, um friso de luz.
A beleza fria, que ora se ostenta, transmite um tenebroso temor aos olhos de quem à contempla.
Mas, aos poucos, o sol vai surgindo radiante como se fosse um príncipe iluminando as trevas.
Colossal, o esplendor da luz se faz pleno e uniforme nos ares outrora sombrios.
É a renovação oriunda da manifestação da natureza que regra os ditames do universo e das coisas.
É o limiar de um novo tempo, onde, o obscuro mundo hostil se dissipa diante do poder infinito da lei universal e dos princípios incontestáveis, inerentes à mãe natureza.
Na natureza, o processo é lento, porém, constante. Podemos evidenciar esse processo nas mudanças físicas visíveis no ser Humano, ao longo da vida.
Nada, absolutamente nada, foge a regra, ou seja, todos nós somos passiveis de tal efeito. É o que nos resta em vida; É o que nos sobra da soberba, da prepotência, do egoísmo e da indiferença!
O princípio se norteará para o fim. Migramos em direção ao fúnebre e sóbrio mundo indescritível da imaginação humana. Somos apenas aficionados do imaginário.
Não temos conhecimento algum desse obscuro mundo que nos espera.
Portanto, reflita sobre isso, pois, o tempo passa rápido! E, como disse o sábio cientista: Na natureza nada se perde, tudo se transforma!
Anchieta Guerra