Aconteceu na noite desta segunda-feira, dia 02 de janeiro, na Câmara Municipal Juvenal Lúcio de Sousa, a sessão que autoriza a desafetação e leilão de imóvel pertencente ao município.
Com um clima bastante acalorado, a sessão teve inicio por volta das 18h: 30m contando com a presença de todos os vereadores do município.
Antes dos anúncios dos trabalhos, o vereador e Presidente da Câmara Marcos Eduardo, leu uma das clausulas contidas no regimento interno da casa, chamando a atenção dos presentes, pedindo um bom comportamento já que haviam se manifestado. A atitude irritou o vereador Ivanes Lacerda, que chamou o Presidente de ditador e disse que não havia necessidade de tal atitude, uma vez que aquela era uma sessão pública e ali estavam cidadãos de bem e a intenção não era fazer baderna.
Durante vários momentos, os vereadores José Mota e Ivanes Lacerda questionaram a bancada em relação aos artigos encontrados no processo, afirmando inclusive que algo estaria errado e sentia um ?cheiro de golpe?: ?Não vamos fraudar a lei do município. Quem tem maioria não precisa de fraude, impõe o seu respeito, mas dentro da lei?, declarou o vereador Ivanes Lacerda.
Ao fazer uso da palavra na tribuna, o vereador Ivanes ainda disse que vai entrar com uma ação popular no Ministério Público para apurar melhor o processo: ?Considero que nesse processo existe uma fraude grosseira. Eu quero acreditar que não foi intencional?, declarou Ivanes.
Na tribuna, o vereador Edmilson Araújo disse que acredita que existe um grande equívoco no projeto: ?Esse projeto é uma escuridão. Ora dizem que é para desafetar, ora dizem que é para vender. Mesmo que seja aprovado, qualquer cidadão que entrar na justiça poderá anulá-lo? garantiu o vereador
Ao pedir aos vereadores praticidade na votação, o vereador Ivanes Lacerda solicitou que os mesmos antecipassem seus votos. Os vereadores Edmilson Araújo, Ivanes Ramalho, José Motta e Edileudo Lucena disseram que votariam contra o projeto.
O vereador Almir Mineral, que defendeu o projeto, disse na tribuna que a posição dos demais vereadores é um retrocesso: ?Vocês estão contra o progresso. Precisamos pensar no crescimento da nossa cidade?, declarou.
Almir Mineral ainda disse que pretende converter a decisão do vereador Edmilson até a próxima quarta-feira.
O vereador Jeferson Melquiades também defendeu na tribuna o projeto de venda dos terrenos e ao ser questionado pela platéia sobre o destino do Tiro de Guerra, Melquiades revelou que o mesmo iria para o Ginásio O Rivaldão, causando grande alvoroço entre os presentes.
Ao utilizar a tribuna, o vereador e Presidente da Câmara Marcos Eduardo declarou ser favorável ao projeto: ?Se o projeto for aprovado, quem ganhará é a população pobre de Patos?, disse. Finalizando os discursos, o vereador Edileudo Lucena que também se mostrou contra o projeto, afirmou que o mesmo seria inviável: ?A área foi sub-valorizada, ela valeria o dobro do preço que foi estipulado, é inaceitável?, declarou. Na sessão desta segunda-feira, apenas foi apresentado e apreciado o processo que será votado na próxima quarta-feira, dia 04.
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