No dia nacional de paralisação dos servidores públicos , os professores em greve da Universidade Federal de Campina Grande realizaram uma mobilização na manhã desta sexta-feira (29) em frente ao Campus de Patos. Foi feito uma carreata finalizada com o ato público na praça Getúlio Vargas, no centro da cidade.
Segundo o Professor Carlos Lima, Dr. em recursos humanos e presidente da ADUFCG - Patos, Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande, o movimento docente, por meio do ANDES SN e das diversas entidades sindicais (SS - Seções Sindicais), pretende seguir com o movimento grevista. O professor conta que o intuito das manifestações é forçar o governo a negociar efetivamente com a categoria no sentido de buscar melhorias para as instituições federais de ensino superior - IFES, e com isso conseguirem a tão sonhada educação pública de qualidade, laica e gratuita para toda a sociedade Brasileira.
"A Manifestação de hoje, como também a do dia 14/05 tiveram dois objetivos básicos: demonstrar para o Governo Federal que estamos com um ótimo nível de organização e motivados para a negociação e, também, de informar a Sociedade Brasileira sobre a real "Realidade" das IFES HOJE sem os cortes de verbas e convidá-la a imaginar como ficará a qualidade do ensino com o corte no orçamento de cerca de R$9,5 bilhões somente no ano de 2015", relatou Carlos Lima.
O professor também contou que o apoio vindo dos alunos é dividido. "Neste momento inicial do movimento grevista podemos dizer que estão divididos meio a meio, o que é normal para o início de uma greve em que temos uma parcela dos discentes que passou pelos efeitos da greve de 2012 e a outra parcela que nunca passou por tal experiência. Por outro lado, o ensino básico (fundamental II) e o de nível médio não tem primado por uma formação mais Social dos estudantes, muito pelo contrário, temos cada vez mais o individualismo e a concorrência entranhados no modus vivendi e, desta forma nos esquecemos que juntos podemos mais, podemos solucionar de 80 a 90 % dos problemas comuns" contou.
Os professores do CSTR - UFCG deflagraram greve por tempo indeterminado em Assembléia realizada pela ADUFCG nesta terça-feira (26).