No rabo de uma censura
Campeia o medo da lide
Esconde-se o fato sensor
Pra não mostrar os deslizes
Dos que fazem o suborno
E, para si próprio decidem!
À arma que se acautela
Recheia-se da farsa inóspita
Tentado com a munição
Inibir o tom da revolta
Pois, havendo vazamento
Lhe imputarão à derrota!
Por trás do veto, vetor
Existem interesses a mil
Com a partilha dos frutos
Usando um desejo febril
Esganando com a ganância
Os recursos do Brasil!
É uma fração fatiada
Do bolo de uma nação
Retiram da boca do alheio
Um mero pedaço de pão
Deixando no esquecimento
O pobre do cidadão!
São muitos salteadores
Que compõe essa fusão
Utilizando uma cartilha
Que ensina à missão
Da arte de engalobar
Os recursos da nação
Mas, não tardará o dia
De ninguém aceitar mais
Expulsando do convívio
Os Corruptos e os Marajás
Dando respeito ao Brasil
E mostrando que é capaz!