
O evento foi uma reivindicação da Câmara de Vereadores do município e da Comissão Mista de Tratamento de Água e controle das águas do complexo Coremas/Mãe D'Água formada pela Igreja Católica, vereadores, prefeito, vice-prefeito e pastoral da saúde.
Os pontos principais da audiência são o tratamento da água de Coremas, o controle da vazão da água, doações de terrenos do DNOCS para o poder público municipal e saneamento básico.
Nabor Wanderley explicou que o estado da Paraíba fez um projeto das necessidades básicas e enviou o projeto ao governo federal, porém, até o momento não obteve nenhum retorno.
"O governo estadual fez um levantamento de pequenas adutoras, adutoras rápidas e perfuração de poços, um projeto que resolveria o abastecimento de água com a contratação de 250 carros-pipas entre outras ações; só que desde fevereiro não obteve nenhuma resposta do governo federal e isso nos preocupa, o governo federal não está dando a atenção necessária que o nordeste precisa", explicou.
Para Nabor, o que mais preocupa, é o fato de Coremas ser um município com mais de 60 anos e ainda não ter água tratada, mas, que a partir da audiência pública, todas as esferas irão unir forças para cobrar dos governos uma ação rápida para cuidar da saúde dos que dependem da água de Coremas.
O padre da paróquia de Coremas, Givanaldo Costa, afirmou que a luta pela água tratada em Coremas foi iniciada há quatro anos e ganhou força recentemente devido o alto índice de câncer na cidade. "A gente sabe que o maior índice de câncer no estado é o de Coremas por causa da falta de água tratada, sabemos das dificuldades e o governador do estado já se comprometeu publicamente de tratar de forma emergencial em fazer a ampliação através da CAGEPA de tratamento de água mediante a concessão feita pelo município", disse.
O vice-prefeito de Coremas, Lucrenato Júnior, pontuou que o açude de Coremas possui apenas 20% de sua capacidade hídrica e Mãe D'Água apenas 22%, o que preocupa a população. "Isso é muito pouco para o volume que tem o açude de Coremas. A previsão é que se não houver um controle rígido da água, quando for no final do ano não terá mais água para mandar, por exemplo, à adutora do Vale do Sabugi, Rio Grande do Norte", alertou.
O deputado Nabor Wanderley se comprometeu em intermediar uma audiência da Comissão Mista de Tratamento de Água e controle das águas do complexo Coremas/Mãe D'Água com o governador do estado.