
Em Patos, educadores de 22 municípios compareceram à formação oferecida pelo Governo do Estado em parceria com a Inteligência Relacional.
O conteúdo que educadores socioemocionais (professores, gestores escolares e coordenadores do Primeiros Saberes da Infância) irão desenvolver este ano com 180 mil famílias na Paraíba (pais e familiares de alunos) está sendo explicado, detalhadamente, pela equipe da Inteligência Relacional, com exibição de vídeos, apresentação de vivências e exposições dialogadas baseadas no DVD Emoções na Família - Construção da Paz, que será trabalhado durante oito encontros com as famílias.
O gerente da 6ª GRE - Gerência Regional de Educação, com sede em Patos, Luiz Carlos Gabi, diz que as emoções devem ser trabalhadas não apenas pelos alunos, mas também pelos professores, para que melhorem suas relações interpessoais dentro do ambiente de trabalho. "Outro ponto importante é que hoje começamos a trabalhar com a família, e que, a partir de sua aproximação com a escola, ela possa entender melhor as emoções de seus filhos e que cresçam nessa relação interpessoal", comentou Gabi.
Ele explica que, à medida que os alunos e as famílias forem dialogando sobre as questões emocionais, poderemos ter menos violência e até extingui-la da escola.
Gilka De Cássia Alves, coordenadora do PSI - Primeiros saberes da Infância, da 6ª GRE, enfatiza que o principal objetivo dessa iniciativa é resgatar valores na família. "Ao resgatar a família para dentro da escola, estaremos resgatando também o sentimento, a emoção que está esquecida no seio dessa família", comentou Gilka ao longo do seminário que aconteceu nesta quarta-feira (18) na cidade de Patos.
O gestor escolar da EEEF Arlindo Bento de Morais, José Junior, da cidade de Santa Luzia, falou do processo de educação emocional iniciado nas escolas estaduais da Paraíba no ano passado e enalteceu os resultados alcançados com crianças do 1º ao 5º ano, como a redução da violência, maior interatividade, mais interesse dos alunos, gerando maior aprendizado. "A gente percebe que a escola tem maior facilidade de convencer a família a vir para dentro dela e abrir esse diálogo tão importante para a construção da paz que tanto precisamos", comentou Junior.