
Aguinaldo Ribeiro acredita que o inquérito será arquivado pelo STF a exemplo do que ocorreu com a Petição 5287 contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). "Eu não sei o teor do inquérito que foi aberto contra senadores e deputados do PP. Ventila-se que Paulo Roberto teria declarado ter doado dinheiro para a campanha do partido com recursos da Petrobras. Em 2010, eu era deputado estadual e nem era conhecido nacionalmente. Todavia, prefiro aguardar o teor do inquérito e plena investigação dos fatos, pois quem não deve não teme", ressaltou Aguinaldo.
Por sua vez, o senador Lindberg Farias, do PT do Rio de Janeiro, disse que só se posicionará sobre as denúncias da Procuradoria-Geral da República depois de ler o despacho do ministro do Supremo. O senador Benedito de Lira, do PP de Alagoas, também negou envolvimento no caso: "Estou surpreso com o meu nome na lista".
A lista com o nome dos políticos foi divulgada na noite de sexta-feira (6) após autorização do ministro do STF Teori Zavascki. Ele também pede a abertura de inquérito contra 47 políticos para apurar a participação deles no esquema investigado pela operação Lava Jato, que apura irregularidades na Petrobras.
Ao todo, políticos de seis partidos estão na mira da Supremo: PT, PMDB, PSDB, PP, PSB e PTB. Constam na relação o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB-MA). A presença desses nomes já era dada como certa desde o início da semana.
Os pedidos de abertura de inquérito foram feitos pela Procuradoria-Geral da República na última terça-feira (3), mas estavam sob sigilo, retirado ontem (6) por Zavascki. A PGR enviou 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 pessoas supostamente envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras que, segundo a Polícia Federal, movimentou R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro e pagamento de propina.
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