Em entrevista à Rádio Câmara, a consultora legislativa da Câmara dos Deputados Manuella Nonô defendeu a importância de o eleitor pesquisar candidatos, conferir a viabilidade das promessas e se abrir para o debate para além das “bolhas” das redes sociais.
Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar no próximo dia 4 de outubro, primeiro turno das eleições. Cada eleitor escolherá presidente, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Manuella Nonô lembrou que há atribuições específicas do Poder Executivo (presidente, governador e prefeito) e outras do Poder Legislativo (deputados, senadores e vereadores). Daí, a importância de campanhas pelo voto consciente e de o cidadão buscar informações não apenas no momento da eleição, mas ao longo dos mandatos.
“É importante acompanhar esse processo, seja no Legislativo, seja no Executivo, porque a cada 4 anos o eleitor tem a oportunidade de dizer: 'Bom, estou concordando com o que está sendo colocado ali ou não estou concordando', mas tem que acompanhar esse processo", afirmou.
Ela explica que governador e presidente, assim como o prefeito no caso dos municípios, vai comandar todas as políticas públicas, educação, saúde e tomar decisões de atribuição de dinheiro e prioridades.
O deputado, seja ele distrital, estadual, federal e o senador, fazem parte do Legislativo. Vai fazer as leis, comandos gerais e vai fiscalizar o Executivo.
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Notícias falsas
Diante do uso de inteligência artificial e da circulação de notícias falsas, Manuella orientou o eleitor a não compartilhar conteúdos apenas porque concorda com eles e a buscar opiniões diferentes. Alertou, ainda, sobre a importância de buscar fontes oficiais, checar informações e comparar propostas.
“Saia da bolha na qual estamos todos, busque um pouco o desconforto de ir para o lado, de ouvir outras pessoas, de ouvir outras opiniões, de checar aquilo que você já tem certeza, mas que talvez não esteja tão certo assim. E faça a sua escolha livre, consciente e convicta. Porque também, se você errar, em 4 anos, você tem outra oportunidade,” recomendou a consultora.