
Segundo Dinaldinho, o Mapa da Violência 2014 mostra que a Paraíba é a oitava na taxa de homicídios no Brasil. O Estado era a 16ª mais violenta unidade federativa em 1998 e agora amargamos o oitavo lugar. A taxa anterior era de 13,5 homicídios para cada 100 mil habitantes. O índice atual é de 40,1%. O crescimento foi de 196,7%.
Já com relação às mortes de jovens, o parlamentar destacou que o estado teve a 5ª maior alta em uma década. "Os dados são assustadores e além das mortes temos o aumento do número de outros crimes", disse, lembrando que em relação aos bancos, por exemplo, só este ano já foram registradas 16 ocorrências de explosão, arrombamento, saidinhas e assaltos a agências bancárias em nosso estado.
Durante pronunciamento, o deputado disse que em Campina Grande todos os postos de combustíveis já foram assaltados. "Em todo o Estado é difícil encontrar um posto aberto após às 22 horas, pois os donos dos estabelecimentos temem os assaltos e até o assassinato de seus funcionários como tatas vezes já ocorreu", destacou.
Dinaldinho disse ainda que a polícia tenta fazer o seu trabalho, mas sem estrutura adequada, equipamentos necessários e ainda com um déficit que se aproxima de dez mil homens, fica difícil fazer segurança pública. Segundo ele, em alguns municípios não existe sequer um policial e viatura funcionando e com combustível. "Para aumentar o sentimento de insegurança, o Governo do Estado mandou fechar delegacias. Com tantos problemas que estamos vivenciando nesta área em decorrências também da falta de policiais", disse.
Concursados da Polícia Civil - O deputado Dinaldinho disse que chega a ser criminosa a atitude do Governo do Estado de não contratar os 523 concursados da Polícia Civil. "Essas pessoas já passaram por curso de formação e poderiam estar nas ruas combatendo o crime e até mesmo colaborando para que mais delegacias ficassem abertas para atender à população. Recebi os aprovados no concurso em meu gabinete, e me comprometi a fazer dessa luta uma das bandeiras do meu mandato. Pois essa também é uma reivindicação da população", disse.