Terça, 06 de Outubro de 2026
22°C 31°C
João Pessoa, PB

Estudos mostram riscos provocados à saúde humana pelas antenas repetidoras de telefones celulares

Por: Redação Fonte: Rodrigo Cezar
05/01/2015 às 18h31

A radiação eletromagnética proveniente de antenas repetidoras de telefonia celular é a mesma daquela emitida pelos telefones móveis, de acordo com as frequências de operações de cada modelo de aparelho.

A intensidade da radiação não é proporcional a uma distância mais curta. Isso ocorre por causa das placas refletoras, que atuam como lentes ópticas convergentes, que servem para dirigir as emissões nas direções requeridas para a transmissão dos sinais, mantendo a eficiência energética do procedimento.

Estudos epidemiológicos demonstraram que a "proporção do desenvolvimento de novos tipos de câncer foi significativamente mais alta naqueles pacientes que haviam vivido nos 10 anos anteriores a uma distância de até 400 metros de uma antena transmissora, que havia operado desde 1993", destaca o estudo.

Investigações realizadas no Brasil relacionaram as mortes por neoplasia com a proximidade das antenas repetidoras em Belo Horizonte. "Entre 1996 e 2006, 7.191 mortes por neoplasia ocorreram em uma área a 500 metros das antenas repetidoras". Isso significou uma taxa de mortalidade de 34,76 por 10 mil habitantes. Em contrapartida, fora dessa zona, "observou-se uma menor taxa de mortalidade por neoplasia".

Outro estudo vem de Israel, onde se demonstrou epidemiologicamente que a incidência de câncer em habitantes de Netanya, que residem a menos de 350 metros de uma antena repetidora de telefonia móvel, é 4,15 vezes maior em comparação a residentes que habitam áreas mais distantes da antena.

Em uma análise dos sintomas de um grupo com mais de 200 residentes que viviam próximos a antenas, comparado com outro que não estava exposto, notou-se que a 300 metros de distância, ou até mais, as pessoas eram afetadas por cansaço. Outros que viviam em uma área a 200 metros de distância sentiam também sintomas como cefaleias, perturbação do sono e mal-estar generalizado.

Aqueles que viviam até 100 metros de distância das antenas sofriam com irritabilidade, depressão, perda de memória, enjoos, diminuição da libido, entre outros sintomas.

"Esse foi o primeiro estudo que demonstrou que a distância mínima de instalação de antenas deve ser superior a 300 metros de locais habitáveis", disse o Dr. Tchernitchin.

Experimentos em ratos em que foi aplicada radiação similar demonstraram afetar a mobilidade dos espermatozoides de modo significativo.

No informativo, o Dr. Tchernitchin descreve também "uma nova entidade patológica, a hipersensibilidade à radiação eletromagnética, que reúne todos esses sintomas como cefaleias intensas, perda da capacidade de concentração, depressão, entre outros sintomas, que causam frequentemente uma deterioração das atividades ocupacionais".

Resumindo os resultados dessas pesquisas é possível dizer que:

1)Pessoas que vivem a menos de 300 m de antenas repetidoras de telefonia celular têm até 80% a mais de chances de desenvolver algum tipo de tumor;

2)O uso incorreto do celular e a instalação inadquada das torres repetidoras de celular dentro das cidades, pode provocar efeitos nocivos à saúde das pessoas entre 10 e 20 anos de exposição à radiação;

3)Quanto mais próximo a pessoa residir de uma torre de telefonia celular, maiores são os impactos causados à saúde;

4)O ideal seria que as torres de telefonia móvel fossem instaladas a mais  de 300 metros de distância, e fora das cidades, sendo que num raio de 300 metros não devem existir habitações.

 Referência bibliográficas e Rodrigo Cézar Limeira

http://www.epochtimes.com.br/radiacao-eletromagnetica-telefones-celulares-afeta-saude/#.VHIyYsVdU7U

Rodrigo Cézar Limeira é Formado em Física pela Faculdade Chaffic - São Paulo/SP - 2012, e é o Físico Responsável pelo Museu de Eletricidade da Energisa em Sousa-PB;

*Também é formado em Meteorologia pela UFCG - Campina Grande/PB - 2006;

*Mestre em Meteorologia pela UFCG - Campina Grande/PB - 2008;

* Escritor (poeta) colunista do Portal maispatos.com, titular da Cadeira 483 da AVBL - Academia Virtual Brasileira de Letras, Titular da Cadeira 90 do Clube dos Escritores Piracicaba, Titular da Cadeira 22 da Academia Patoense de Letras, tem poesias publicadas em 54 antologias literárias e premiadas em 64 concursos literários, além de integrar inúmeros sites de entidades literárias. É também autor de 33 artigos científicos, tendo sido pesquisador bolsista do Cnpq durante 05 anos. 
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.