Os discursos prontos, com seus famigerados clichês, fazem parte do repertório do politico demagogo. É comum encontrarmos expressões, do tipo: Meu povo... ou Minha nação...
Apresento esse argumento Cristão, em contraponto: Deus é que adquiriu e constituiu um povo que se torna povo mediante o seu Filho Jesus Cristo, que faz este povo raça eleita e nação Santa. Como o político associa à sua imagem a ritos religiosos, deveria ter conhecimento bíblico suficiente para não cometer tais incúrias.
Porém, o que ele quer, na verdade é agradar a massa, visto que as suas promessas de campanha dificilmente serão realizadas; então, por meio do estereótipo de o Salvador da Pátria, busca atender as necessidades primárias e individuais do povo. Para satisfazer a plebe dispõe sempre de meios para mantê-la empregada nas suas atividades ordinárias durante um ano (nessas ocupações que dão vida a cidade e formam o seu centro nervoso), sem muito ônus para os cofres públicos (O príncipe Maquiavel).
A chamada nova politica passa por um processo de transição lento: capitaneado por órgãos moderadores, tais como: Internet, igreja, tribunais, etc, e que sempre tiveram seus interesses bem claros. O que deve ser mais bem resolvida é a nossa condição de sujeito, nesse processo. Identidade, sim; mas reagente.
As instruções de como proceder na hora de escolher os candidatos, aparecem depois de instituído o estado de dominação e intimidação dentro de nós. E fica difícil combater o status quo apenas com informação. Antes de eleitores conscientes, deveríamos ser seres conscientes, - de forma inata. E não creio que esses líderes políticos estejam preocupados em ver nascerem cidadãos independentes que comprometam à ganância do poder pelo poder.
Repare, ainda, no que diz Maquiavel, em O príncipe: A primeira coisa que fez foi enfraquecer os partidos, seduzindo todos os seus seguidores com a concessão de amplos honorários, nomeando-os para funções e comandos de acordo com sua qualidade. Assim, a lealdade que tinham para com aqueles partidos se extinguiu em poucos meses, concentrando-se exclusivamente no Duque.
A política moderna é dos interesses e não das virtudes. E penso que só a virtude pode combater a corrupção praticada pelos maus políticos com a anuência de uma sociedade... - que mesmo mista, não se indigna. Finalizo, servindo-me, mais uma vez, do filósofo florentino. Dizia Nicolas Maquiavel que não há um modelo de Estado perfeito, mas uma luta permanente contra a sua degenerescência:
A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam. É isso!
Jornalista
*Misael Nóbrega de Sousa, 45 anos, é jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba, com pós graduação em MARKETING, pela mesma instituição.