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A primeira impressão que se tem de um governante é dada pelos homens que o cercam; por Misael Nóbrega

Por: Redação Fonte: Misael Nóbrega
17/11/2014 às 17h56
A primeira impressão que se tem de um governante é dada pelos homens que o cercam; por Misael Nóbrega
Os discursos prontos, com seus famigerados clichês, fazem parte do repertório do politico demagogo. É comum encontrarmos expressões, do tipo: “Meu povo...” ou “Minha nação...” 
 
Apresento esse argumento Cristão, em contraponto: “Deus é que adquiriu e constituiu um povo que se torna povo mediante o seu Filho Jesus Cristo, que faz este povo raça eleita e nação Santa”. Como o político associa à sua imagem a ritos religiosos, deveria ter conhecimento bíblico suficiente para não cometer tais incúrias. 
 
Porém, o que ele quer, na verdade é agradar a massa, visto que as suas promessas de campanha dificilmente serão realizadas; então, por meio do estereótipo de o “Salvador da Pátria”, busca atender as necessidades primárias e individuais do povo. “Para satisfazer a plebe dispõe sempre de meios para mantê-la empregada nas suas atividades ordinárias durante um ano (nessas ocupações que dão vida a cidade e formam o seu centro nervoso), sem muito ônus para os cofres públicos” (O príncipe – Maquiavel). 
 
A chamada “nova politica” passa por um processo de transição lento: capitaneado por órgãos moderadores, tais como: Internet, igreja, tribunais, etc, e que sempre tiveram seus interesses bem claros. O que deve ser mais bem resolvida é a nossa condição de ‘sujeito’, nesse processo. Identidade, sim; mas reagente. 
 
As instruções de como proceder na hora de escolher os candidatos, aparecem depois de instituído o estado de “dominação” e “intimidação” dentro de nós. E fica difícil combater o status quo apenas com informação. Antes de eleitores conscientes, deveríamos ser seres conscientes, - de forma inata. E não creio que esses “líderes políticos” estejam preocupados em ver nascerem cidadãos independentes – que comprometam à ganância do poder pelo poder. 
 
Repare, ainda, no que diz Maquiavel, em ‘O príncipe’: “A primeira coisa que fez foi enfraquecer os partidos, seduzindo todos os seus seguidores com a concessão de amplos honorários, nomeando-os para funções e comandos de acordo com sua qualidade. Assim, a lealdade que tinham para com aqueles partidos se extinguiu em poucos meses, concentrando-se exclusivamente no Duque.” 
 
A política moderna é dos interesses e não das virtudes. E penso que só a virtude pode combater a corrupção praticada pelos maus políticos com a anuência de uma sociedade... - que mesmo mista, não se indigna. Finalizo, servindo-me, mais uma vez, do filósofo florentino. Dizia Nicolas Maquiavel que não há um modelo de Estado perfeito, mas uma luta permanente contra a sua degenerescência: 
 
“A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam.” É isso!

Jornalista
 
*Misael Nóbrega de Sousa, 45 anos, é jornalista formado pela Universidade Estadual da Paraíba, com pós graduação em MARKETING, pela mesma instituição. 
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