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Servidores do poder judiciário da Paraíba paralisam atividades nesta quarta-feira

Por: Redação Fonte: Angelina Medeiros
12/11/2014 às 11h33
Servidores do poder judiciário da Paraíba paralisam atividades nesta quarta-feira
Servidores do Fórum Miguel Sátyro
Os Servidores do poder judiciário estadual da Paraíba paralisam nesta quarta-feira (12) as atividades e durante 24 horas atendimentos como audiências, atendimentos ao público nos cartórios, o cumprimento de mandados e decisões judiciais, entre outras atividades deixarão de ser realizadas.

A paralisação foi decidida em assembleia geral convocada da Associação dos Técnicos, Auxiliares e Analistas Judiciários da Paraíba (Astaj-PB)  e pelo Sindicato dos Oficias de Justiça, (Sindojus-PB).
De acordo com o presidente da Astaj, José Ivonaldo está é a quarta paralisação que a categoria promove em menos de seis meses. A última delas aconteceu no dia 10 de setembro.

Ao longo dos últimos meses em que as paralisações aconteceram apenas uma das reivindicações foi atendida. 

“Nós temos algumas demandas, dessas demandas apenas uma foi resolvida que foi a da progressão funcional. Nós tínhamos esse direito, mas o tribunal não pagava. Ao logo de toda essa disputa recente esse problema foi resolvido,” relata José Ivonaldo.

A categoria reivindica ainda algumas conquistas entre elas estão a redução da jornada de trabalho de ou pagamento pela sétima hora trabalhada e o estabelecimento do percentual de 8% para a data base, que deve acontecer em janeiro.

O protesto dos servidores também contesta a recente concessão por parte do Tribunal de Justiça, do Auxílio-Moradia a juízes e desembargadores, no valor de R$ 4.377,73 por mês, inclusive para os que possuem residência própria nas localidades onde atuam, já que segundo os manifestantes a decisão representa o quanto a atual administração do tribunal prioriza a magistratura em detrimento das dos servidores.

José Ivonaldo disse ainda que caso as reivindicações não sejam atendidas a paralisação poderá se estender por mais de 24 horas e que tudo depende da negociação com TJ. “Se esses problemas não forem resolvidos há muita gente que quer greve, greve por tempo indeterminado” finalizou.
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