As mais de 400 ruas sem nomes na cidade de Patos foi motivo de discussão na Sessão Ordinária desta terça-feira, (21), na Câmara Juvenal Lúcio de Sousa.
O assunto teve início a partir da vereadora Lucinha Peixoto, que apresentou dois Projetos de Lei denominando Ruas de Patos e lembrou do grande problema existente na cidade: Esse é um problema sério e antigo quem sofre é a população que acaba sendo prejudicada, pois na maioria das vezes deixa de receber correspondências devido a rua não ter nenhuma denominação, destacou.
A Presidente da Casa, Nadigerlane Rodgrigues, lembrou que uma comissão havia sido nomeada para resolver o problema há alguns meses atrás, mas devido a Prefeitura Municipal não ter enviado um servidor responsável pelos croquis, o processo não teve andamento.
O vereador Inácio de Gelo disse que é importante que a população saiba que a responsabilidade da não resolutividade do problema em questão passa a ser da Prefeitura Municipal, já que apesar de ter sido solicitado, o servidor nunca foi enviado.
Já o vereador Jefferson Melquiades afirmou que seria possível nomear 100% das ruas da cidade e que se concluído, tal feito seria uma grande marca da legislatura atual.
O líder do governo, vereador Maurício Alves, justificou a falta do referido profissional: Havíamos entrado em contato anteriormente com a Prefeitura e fomos informados que esse servidor encontra-se afastado de suas atividades e o município dispõe de apenas um profissional desse tipo, argumentou.
Ficou determinado pela Presidente que a Câmara Municipal iria resolver o caso e se possíve, contrataria uma empresa para fazer o mapeamento das ruas da cidade: Caso a Prefeitura não disponha desse profissional, iremos entrar em contato com a procuradoria desta Casa para vermos a possibilidade desse profissional ser contratado pela própria Câmara, para que possamos assim dar inicio a esse trabalho, se comprometeu.
A ausência de nomes nas ruas traz imensos prejuízos de diversas formas aos moradores, entre eles irregularidade no recebimento de correspondências, dificuldade para cadastros em órgãos governamentais e não governamentais, imprecisão no caso de localização de residência, além de dificuldade nos momentos dos serviços de urgência e emergência prestados pelo SAMU, bombeiros e etc.
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