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Fontes para financiar zoneamento ecológico-econômico vão à Câmara

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (28) projeto que estabelece as fontes de financiamento para a implementação do zo...

Por: Redação Fonte: Agência Senado
28/04/2026 às 11h26

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (28) projeto que estabelece as fontes de financiamento para a implementação do zoneamento ecológico-econômico (ZEE), mecanismo que orienta políticas públicas e atividades produtivas para conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

O PL 4.080/2020 modifica a Política Nacional do Meio Ambiente para determinar dez fontes de financiamento para o ZEE:

  • Fundo Nacional sobre Mudança do Clima;
  • Fundo Nacional de Meio Ambiente;
  • Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal;
  • Fundo Social;
  • recursos de acordos sobre clima, que envolvam a União ou os estados;
  • recursos de convênios com entidades da administração pública;
  • doações de entidades nacionais e internacionais;
  • recursos provenientes de compromissos nacionais e internacionais para ações de mitigação;
  • investimentos privados;
  • outros fundos específicos que atendam às finalidades da PNMA.

A proposta, do senador Jader Barbalho (MDB-PA), recebeu parecer favorável do relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM). O projeto foi aprovado em votação final e segue para análise da Câmara dos Deputados, se não houver recurso para análise no Plenário do Senado.

Zoneamento ecológico-econômico

O ZEE funciona por meio da delimitação de zonas ambientais e, a partir disso, da atribuição de atividades econômicas e de preservação compatíveis com as especificidades de cada uma delas. O programa define um equilíbrio entre o desenvolvimento socioeconômico e a conservação ambiental das áreas, presentes em seis dos nove estados que compõem a Amazônia Legal.

“A implementação do ZEE trará oportunidades de emprego e sobrevivência para milhares de famílias que se encontram nos estados que compõem a Amazônia Legal, permitindo que as administrações municipais desenvolvam instrumentos para a geração de emprego e renda, através da mineração, turismo, pecuária, preservação ambiental, entre outros”, afirma Jader na justificativa.

Para o relator, “é salutar a previsão de que os entes federal e subnacionais possam atrair recursos de outras origens além dos determinados na lei orçamentária anual (LOA)”.

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