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Serviços desaquecem, mas PB lidera no NE

Por: Redação Fonte: Eber Freitas
17/09/2014 às 12h01
Serviços desaquecem, mas PB lidera no NE
Na PB serviços de hotelaria e alimentação apresentam desempenho regulares no setor de serviços

O faturamento do setor de serviços na Paraíba, que vinha apresentando o maior crescimento da região Nordeste e um dos maiores do Brasil, teve uma escalada menor no mês de julho. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a receita do setor aumentou 4,7% no mês, comparada com o mesmo resultado do ano anterior. Foi o 8º melhor resultado do país e 3º melhor do Nordeste.


Para a pesquisadora do IBGE responsável pelo estudo, Juliana Paiva, o resultado na Paraíba acompanhou a média nacional, que ficou ligeiramente abaixo, em 4,6%. “Os serviços acompanham a demanda empresarial. Portanto, o baixo crescimento é reflexo da situação do comércio e indústria, apesar de os serviços serem mais heterogêneos”. Ela lembra que a conjuntura econômica foi favorável nos primeiros meses do ano, o que não se repetiu no segundo trimestre, com a retração nos indicadores. “Mas a Paraíba ainda está em vantagem no Nordeste”, diz.


Após alguns meses com o maior crescimento na região, o Estado ficou atrás de Sergipe (6,7%) e Pernambuco (5,9%) no mês de julho. Mas no acumulado de janeiro e julho (10,2%) e nos últimos 12 meses (10,9%) na Paraíba permanece com maior taxa do Nordeste e a quarta maior do país. Já os estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte registraram queda nas vendas no mês de julho.


No acumulado do ano, a Paraíba é o único Estado da Região Nordeste e um dos quatro do país que mantém crescimento no setor de serviços acima de dois dígitos. Além da Paraíba, apenas Distrito Federal (19,8%), Mato Grosso (11,9%) e Goiás registraram alta acima dois dígitos, enquanto a média nacional do indicador é um dígito (7%).


Apesar de os serviços representarem em torno de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, Paiva alerta que é equivocado comparar o indicador com a soma da produção nacional. “Para o cálculo do PIB são considerados também os serviços informais e categorias não contempladas na PMS, como educação, saúde e serviços financeiros”, comenta.


O IBGE não divulgou os resultados por atividade para a Paraíba, porém o Estado vinha se destacando com a receita dos serviços profissionais, administrativos, prestados às famílias e serviços de saneamento e limpeza urbana – que geralmente dependem de contratos junto ao poder público. Pesquisadores do órgão já haviam alertado que aumentos súbitos na categoria – 43,5% em maio e 72,5% em junho – são pontuais e podem não se repetir nos meses seguintes.


ALIMENTAÇÃO E HOTELARIA SÃO DESTAQUES DO SETOR  

Na Paraíba, os segmentos de alimentação e hotelaria têm apresentado desempenhos regulares no setor de serviços, mantendo taxa do indicador em alta. No acumulado do primeiro semestre, o crescimento dos serviços prestados às famílias na Paraíba chegou a 13,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em julho, a taxa de ocupação média foi de 60% dos leitos – porém chegou a 100% na terceira semana do mês, período de realização da 'Robocup 2014'.


Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Paraíba (ABIH-PB), Inácio Júnior, a média ficou abaixo ante julho do ano passado. “Na época, a taxa de ocupação foi de 75%. Acredito que este ano foi inferior porque até a metade do mês foi realizada a Copa do Mundo. Para o setor hoteleiro, o mês só começou depois da Copa. O mês de julho foi bom, mas não foi melhor do que no ano passado”, explica.


O setor de gastronomia espera um resultado menos favorável a partir de agosto. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Marcos Mozzini, o movimento nos restaurantes caiu após a Copa, e o aumento dos custos decorrente da inflação também pressionam os preços e margens de lucro. Por outro lado, a tendência é que a alimentação fora do lar continue crescendo, tanto por conta do alto número de trabalhadores que fazem refeições em estabelecimentos próximos ao local de trabalho quanto pela dificuldade de manter uma empregada doméstica.

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