Criadas com o objetivo de desafogar os prontos-socorros, ampliar e melhorar o acesso dos brasileiros aos serviços de urgência no Sistema Único de Saúde (SUS) as Unidades de Pronto Atendimento- UPAs funcionam 24 horas e foram lançadas em 2003, como parte da Política Nacional de Urgência e Emergência.
Essas unidades funcionam de forma conjunta o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atendendo casos de saúde que exijam atenção médica intermediária como problemas de pressão, febre alta, fraturas, cortes e infartos, contribuindo dessa forma para evitar que estes pacientes sejam sempre encaminhados aos prontos-socorros dos hospitais.
Na cidade de Patos foram destinados recursos para a construção de duas dessas unidades, sendo que até agora nenhuma delas foi concluída e todas estão atrasadas. O caso mais complicado é o da UPA que está localizada no Bairro Liberdade. Com um valor investido de um milhão e duzentos e sessenta e oito mil a obra teve início no dia 23 de março de 2010 e tinha o prazo de um ano para ser entregue.
A população reclama do atraso que já soma três anos e meio, já que essa unidade poderia melhorar o serviço de saúde que é oferecido principalmente aos moradores da localidade.
A esteticista Elenilda Félix é moradora do bairro onde a UPA está sendo construída e crítica a demora na finalização da obra. Eu acho isso um absurdo, porque isso aí é um descaso com o dinheiro público. Já são mais de três anos que essa UPA está ai. Nós temos aqui dois postos de saúde que é são os PSFs aqui no Bivar Olinto , então é essa região toda pra dois PSFs atender, afirma.
A secretária adjunta de saúde do município, Sheila Pereira, aponta os fatores que até então teriam contribuído com o atraso. Ela conta que quando a atual gestora assumiu a prefeitura foi detectado que estava acontecendo um problema com a construtora que iniciou a obra e segundo ela a empresa teria falido e por esse motivo houve uma rescisão de contrato para a abertura de nova de licitação. Esse processo de licitação demorou muito, porque nós marcávamos a licitação e a licitação dava deserta, conta.
A secretária adjunta alega que depois da continuidade da obra verificou-se que os custos com a compra de equipamentos seriam inviáveis para o município em decorrência disso foi marcada uma audiência com o ministro da saúde onde foi exposto o problema da dificuldade de adquirir os equipamentos e em virtude disso o ministério lançou uma portaria ministerial que irá contribuir com os recursos necessários para equipar a unidade.
Apesar de todas as justificativas Sheila não fala em prazos concretos para a conclusão, mas defende que até o final do ano a UPA esteja pronta.