O assunto mais comentado na Sessão Ordinária desta terça-feira, (09), na Câmara Municipal de Patos, foi a acusação feita no último sábado, (06), pelo candidato ao governo do estado, que disse que o médico Ivanes Lacerda teria abandonado o plantão para ir assistir o debate.
O vereador envolvido na polêmica usou a tribuna e negou todas as acusações feitas pelo candidato. Ivanes afirmou categoricamente que não estava de plantão no referido dia, último final de semana e que a acusação foi leviana e covarde: Me agrediram justamente em uma ocasião que eu não tinha o direito de defesa. Poderia até ter me defendido, de forma mal educada, mas como estava em um debate eleitoral, não quis baixar o nível e a minha resposta foi o meu silêncio, lembrou.
Dr. Ivanes falou que em 30 anos de serviços prestados no Hospital Regional de Patos, nunca tinha sido tão perseguido como agora.
Em relação a uma nota divulgada pela direção do HRP, afirmando sua escala no referido plantão, o médico foi taxativo e disse que seu nome foi colocado na escala sem que ele soubesse: Meu compromisso com o Hospital é na segunda-feira. Fui chamado pela diretora para dar plantão no último final de semana, mas disse a ela que não queria e que tentaria arrumar outro colega, mas embora as várias tentativas que fiz, ninguém quis ficar na escala. Mesmo assim eu disse à ela que não iria e ela agiu de maneira covarde e planejada, explicou.
A maioria dos vereadores se solidarizou com o colega e saíram em defesa do médico. Dr. Fernando Jucá confirmou as palavras de Ivanes e disse que a diretora também havia o convidado para trabalhar no plantão de sábado e domingo do hospital, porém, o mesmo disse não poder, já que tinha compromissos profissionais.
A Presidente da Casa, Nadigerlane Rodrigues disse que a forma que a direção do HRP tratou o médico foi desrespeitosa, já que Ivanes era um grande profissional e um exemplo de parlamentar. Os vereadores Inácio de Gelo e Maurício Alves também saíram em defesa de Ivanes, destacando o grande trabalho realizado pelo médico no HRP.
O médico não descartou a possibilidade de tirar uma licença sem vencimentos, pois afirmou não estar mais aguentando tamanha perseguição no hospital.
Atualmente, o Hospital Regional de Patos conta apenas com quatro médicos ortopedistas, já que nove profissionais dessa especialidade foram transferidos para João Pessoa e Campina Grande no início do ano.
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