Um dos assuntos mais comentados na Câmara Municipal durante a Sessão desta terça-feira, (12), foi o assassinato registrado na madrugada do último sábado, dentro do Hospital Regional de Patos.
Os vereadores cobraram um maior reforço policial, além de uma segurança mais eficaz no HRP.
Durante seu discurso na tribuna, o vereador Ivanes Lacerda relembrou o episódio e disse que presenciou toda a cena já que estava de plantão médico na ocasião: Eu estava há uns cinco metros do ocorrido. Vocês não tem idéia dos momentos de pânico e terror que vivenciamos ali. Tínhamos uns 10 pacientes na área vermelha, sendo que a capacidade máxima é de seis. Aqueles disparos poderiam ter acertado qualquer outra pessoa, narrou.
O médico também questionou a segurança do HRP, onde destacou que o contingente policial disponível no hospital é insuficiente: Temos no hospital apenas dois policiais realizando a segurança dos sevidores e dos pacientes e esse número nem de longe é satisfatório, disse.
O vereador Inácio de Gelo aparteou o colega e disse que o desmando administrativo do governo acaba propiciando esse tipo de situação: Além da falta de médicos e condições mínimas de trabalho, as pessoas que frequentam aquela Unidade de Saúde ainda tem que conviver com a insegurança ao buscar atendimento médico, enfatizou.
Gelo ainda sugeriu que um Requerimento fosse apresentado, solicitando à Secretária de Segurança uma guarnição policial para reforçar o contingente do HRP.
O vereador Ivanes ainda disse que também se faz necessário naquela unidade hospitalar a contratação de segurança armada e eletrônica.
O crime ocorreu no último sábado, quando um grupo com seis homens encapuzados invadiu uma das enfermarias do hospital e executou à queima-roupa Antônio Welington Araújo Barros, conhecido popularmente como "da Lua", 31 anos de idade. A vítima estava internada na área vermelha se recuperando de um acidente sofrido nesta sexta ,(09), na cidade de Teixeira-PB, onde teve sua perna esquerda amputada. Dois indivíduos do grupo adentraram na enfermaria e efetuaram cinco disparos de arma de fogo contra Antônio, que teve morte imediata. Apesar das diligências, até o momento ninguém foi preso.
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