Síndromes gripais é o conjunto de doenças que envolvem as vias respiratórias, com sintomas como tosse, coriza, espirro, febre e desconforto respiratório. O período de março a junho é quando ocorre o maior número de casos e as crianças fazem parte do grupo de maior vulnerabilidade para hospitalização. Nesta quarta-feira (2) à tarde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Operacional de Regulação do Estado e Rede Cuidar, realizou o “Manejo da síndrome gripal no paciente pediátrico” para atualizar os profissionais da Atenção Básica e UPAs de todo estado sobre essas síndromes gripais na sazonalidade. O evento foi online.
De acordo com a programação, nesta quarta (2), o tema foi “Manejo clínico da síndrome gripal no ambulatorial”; no próximo dia 9, será “Manejo clínico da síndrome gripal no hospital”, e no dia 16, o assunto abordado será “Manejo clínico da bronquiolite aguda”.
Segundo a coordenadora da Rede Cuidar, Juliana Soares, o objetivo do manejo é atualizar os profissionais de saúde sobre as síndromes gripais na sazonalidade. “Nesse período, os hospitais infantis ficam lotadas de casos de síndromes gripais e a gente observa que, muitos casos poderiam ser tratados na Atenção Básica e UPAs. Daí a necessidade de estarmos capacitando os profissionais que trabalham com esse primeiro atendimento. Com o manejo adequado, as crianças receberão o atendimento mais apropriado, de acordo com o agravo, evitando problemas mais graves, como hospitalizações e até óbitos”, disse.
O diretor-geral do Complexo Regulador Estadual, Lucas Lima, destacou a importância da ação. “É muito importante o manejo para profissionais que atendem as crianças em pronto-atendimento e postinhos de saúde, por se tratar do primeiro atendimento, a porta de entrada dessas crianças no sistema de saúde. O que fazer e o que não fazer com elas. Isso define se o paciente vai precisar de internação ou até mesmo não chegar a ter terapia intensiva. E não é somente isso. É também um manejo de acompanhamento pensando nos pacientes que realmente vão precisar ficar internados e necessitar de cuidados médicos, da enfermagem, fisioterapia, de técnicos de enfermagem, entre outros profissionais”, pontuou.
Um dos facilitadores do manejo, nesta quarta, foi o pediatra Flávio Melo. O tema foi “Manejo ambulatorial dos casos que não necessitam de atenção hospitalar”. “O médico ou profissional de saúde que vai atender a criança com síndrome gripal em ambiente como, por exemplo, programa de saúde da família, ambulatório de pediatria, e UPA, vai liberar esse paciente para o acompanhamento em casa. Então, o manejo adequado é importante, exatamente, para verificar o diagnóstico, identificar a síndrome gripal e determinar o tratamento”, destacou.
Onde atender cada caso - Os quadros de síndrome gripal leve, que apresentam febre mais sintomas respiratórios leves, sem apresentar desconforto respiratório ou outros sinais de alerta, devem ser tratados e acompanhados ambulatorialmente, nas unidades básicas de saúde.
Os casos que apresentem síndrome gripal com sinais de alerta (desconforto respiratório, letargia, recusa alimentar, vômitos repetidos, saturação baixa), devem ser manejados em leitos de observação ou internamento, a depender da gravidade.
Nos menores de dois anos de idade e crianças com comorbidades, está indicado, mesmo nos casos leves, o tratamento com o antiviral Oseltamivir, disponível no SUS. O ideal é que ele seja iniciado nas primeiras 48h do quadro, então, em caso de sintomas de síndrome gripal (febre mais sintomas respiratórios), essas crianças devem ser levadas, precocemente, para o atendimento médico nas unidades de saúde.