O tempo vai ostentando
Seu poder de transformação
Transforma paredes em entulhos
Sem a menor contemplação
Fechou a Banca Cultura
Ferindo meu coração.
Parece que o tempo é:
Um puro capitalista
Exclui das nossas memorias
As lembranças dos artistas
Na Cultura você tinha:
Livros, Jornais e Revistas.
A sensação de perder
O estímulo à leitura
Faz doer na minha mente
Na garganta uma secura
No peito sinto saudades
Do papo lá na Cultura
Uma tradição que se vai
Deixando muitas saudades
Atingindo seus leitores
Moradores da cidade
O lamento já assola
Todas faixas de idades
Quem, em vida não se lembra
Do dono lá da Cultura?
Astucioso e sabido
Sempre agindo com lisura
Romildo foi pra Capital
Ai Morreu à Cultura!
Assim, se foi para sempre
Esse reduto frondoso
Que divulgou à Cultura
Para o velho e para o novo
É uma lacuna que fica
Na mente do nosso povo!