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Chefe da Casa Civil nega tentativa de despejo do vice-governador e dá versão sobre exoneração em massa

Por: Redação Fonte: PB Agora
07/07/2014 às 15h32
Chefe da Casa Civil nega tentativa de despejo do vice-governador e dá versão sobre exoneração em massa
O secretário Chefe do Governo do Estado (antiga Casa Civil), Walter Aguiar negou, em entrevista na tarde desta segunda-feira (07) que tivesse solicitado as chaves da vice governadoria para realizar um “despejo branco” do vice-governador Rômulo Gouveia (PSD) das dependências do prédio após o rompimento político com o governador Ricardo Coutinho (PSB).

“Primeiro nunca foi da minha prática política esse tipo de ação que foi propagado que eu tinha feito. O que ocorre é que eu sou o ordenador de despesa da vice governadoria, ou seja, toda despesa de lá quem aprova e quem se responsabiliza sou eu, é a Casa Civil que eu represento, e nós, junto com a Procuradoria lançamos uma cartilha eleitoral não só para os secretários, mas para todo o funcionalismo público, colocando os limites que cada agente publico tem nesse período eleitoral e eu fui para a vice governadoria justamente para entregar essa cartilha, porque lá tem 22 assessores e eu fui levar a cartilha e esclarecer pessoalmente ao vice governador os limites que nós teríamos”, explicou.

Conforme Walter, a cartilha foi lançada no início de junho e ele teve que ir in loco à vice-governadoria para poder receber o comprovante de recebimento do documento.

“Nós queremos ajudar a justiça a fazer com que essa eleição seja uma eleição limpa, não houve nada de tentativa de despejo, eu não sou São Pedro para estar recolhendo chave de lugar nenhum, por mais que Rômulo esteja do outro lado da política, jamais eu faria um ato desses”, falou.

Em relação às exonerações em massa, o chefe da Casa Civil justificou como sendo necessária. “O governador exonerou cargos comissionados, não quis dizer que ele não substituiria esses cargos, o governador tem a prerrogativa de nomear e exonerar, e Ricardo quis fazer uma substituição de equipe, pois ele não iria deixar a vice governadoria sem chefe de gabinete, como é uma função de confiança do Governo, ele então queria nomear alguém de confiança do Governo e não necessariamente do vice governador”, falou.

Já sobre o corte das linhas telefônicas, Walter Aguiar disse que “aí tenha havia um exagerado grau de cuidado para que não houvesse infração da legislação eleitoral. Pelo fato do vice governador ser candidato houve esse grau de cuidado”.

RÔMULO GOUVEIA REBATE

Logo após a declaração do chefe da Casa Civil, o vice governador Rômulo Gouveia rebateu as justificativa de Walter Aguiar, lembrando que a vice governadoria era uma unidade própria.

“Somos uma unidade própria, sou um ordenador de despesa, minhas contas são julgadas pelo TCE e não a Casa Civil, apenas os gastos relativos a assistência social, que ficavam a cargo da vice governadoria, são ordenadas pela Casa Civil”, falou.
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