Com o slogan 'Aquele que compra o voto é o pior candidato', o juiz da 28ª Zona Eleitoral, de Patos, no Sertão, Ramonilson Alves, lançou uma campanha com o objetivo de chamar a atenção dos eleitores sobre a importância do sufrágio nas eleições. No `manifesto´ , o magistrado ressalta que o abuso do poder político-econômico interfere na concorrência e representa uma ofensa à democracia brasileira.
E a corrupção eleitoral, nas modalidades empreguismo e compra direta de votos, ainda são práticas rotineiras em todos os bienais processos eleitorais na Paraíba, no Nordeste e em todo o Brasil, afirma o juiz Ramonilson.
Para ele, o eleitor é o primeiro corresponsável pelas práticas de improbidade nas gestões da saúde, da educação, das obras públicas e dos recursos dos convênios por isso deve se conscientizar no momento de votar. O mau político que compra votos, diretamente ou pelos cabos eleitorais, deve ser expressamente indicado como aquele em que não se deve votar, em hipótese alguma, destaca o magistrado.
VEJA OS PRINCIPAIS PONTOS DO MANIFESTO
1 O abuso do poder político-econômico afeta a paridade de candidaturas e representa inegável ofensa à Democracia e à República do Estado Brasileiro.
E a corrupção eleitoral, nas modalidades empreguismo e compra direta de votos, ainda são práticas rotineiras em todos os bienais processos eleitorais na Paraíba, no Nordeste e em todo o Brasil.
2 É impossível um combate policialesco efetivo à prática da compra de votos. As estruturas, material e humana, envolvidas na compra de votos são muito superiores aos mecanismos estatais para coibi-la. Não há condição de plantar um policial probo em cada rua de nossas cidades;
3 Ademais, não é exigível daquele cidadão humilde, normalmente pouco instruído e com inúmeras e primárias necessidades, que diga não à proposta de receber um presente ou benefício em troca do voto. Tal exigência não é mesmo humana;
4 A compra de voto funciona porque é eficiente, isto é, as pessoas sentem-se obrigadas em honrar o compromisso verbal feito com o mau político ou cabo eleitoral criminoso. Há necessidade de quebrar a eficiência da compra de votos, de atribuir a pecha de péssimo ou pior candidato àquele que mantém tal postura;
5 É preciso expressar de forma clara e direta que, geralmente, os recursos que pagam os presentes dos eleitores que vendem o voto são (ou serão) de origem pública, retirados por práticas de improbidade nas receitas da saúde, da educação, das obras públicas, dos convênios etc.