
Um vídeo gravado por uma aluna de uma escola da rede estadual da cidade de Santa Luzia, circulou nas redes sociais e ganhou grande repercussão na região. A menor de 17 anos denuncia que ela e alguns colegas de sala teriam sido roubados dentro da Escola Estadual Padre Jerônimo Lauwen, em Santa Luzia-PB.
A quantia de aproximadamente R$ 300, teria sido subtraída de dentro de um cofre que ficava guardado na própria secretaria da escola e era fruto de um trabalho desenvolvido por alunos do terceiro ano e que seria utilizada para pagar gastos com a formatura dos mesmos.
O curioso na história é que segundo ela, o cofre estava "soldado", justamente para evitar que fosse violado e roubado consequentemente. Ainda, segundo a aluna, essa já seria a segunda vez que a escola havia sido roubada. No início do ano, um notebook foi furtado de dentro do educandário.
Segundo a jovem, o que deixou os colegas ainda mais indignados, foi a posição de um funcionário que sugeriu que o caso fosse abafado. "Abafa o caso porque isso vai sujar o nome da escola", explicou a aluna no vídeo, como sendo as palavras do funcionário.
A estudante ainda diz que foi feito uma reclamação por parte dos alunos junto a diretoria da escola, mas os diretores disseram aos mesmos que a culpa do sumiço do dinheiro não era da escola e orientou aos alunos a não fazerem um boletim de ocorrência junto a Delegacia de Policia Civil.
Após a grande repercussão nas redes sociais e na mídia local, a mãe da jovem, Aélia Lucena, procurou o jornalista Henrique Melo, residente naquela cidade, para denunciar que a filha estava sob pressão psicológica por parte da diretoria da escola por conseqüência da denúncia do roubo. Segundo ela, o vídeo gravado pela estudante foi reproduzido em um telão no interior da escola afim de mostrar aos alunos as conseqüências da postagem que a jovem fez na rede social Face Book.
Aélia disse que a adolescente está bastante aflita e que vem sofrendo pressão psicológica por parte da diretoria e alguns funcionários da escola. A mãe de jovem informou que já levou o caso à Secretaria Estadual de Educação e ao GEAGE (Gerência Executiva de Acompanhamento da Gestão Escolar) para que as providências sejam tomadas.