Familiares do adolescente Irinaldo Gomes Pereira, de 15 anos, assassinado a tiros na noite desta segunda-feira, (26), no bairro São Sebastião, tiveram que esperar mais de 4h para que o corpo fosse recolhido pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), em Patos.
O crime foi registrado por volta das 19h20 e os peritos só chegaram por volta das 23h30, já que a equipe atendia uma ocorrência na região de Imaculada.
Um parente da vítima, que não quis se identificar, disse que a demora em recolher o corpo aumenta ainda mais o sofrimento da família, que já vive um momento difícil com o assassinato do jovem.
No Sertão do Estado, o Numol de Patos, único da região, atende ao maior número de municípios, mais de 80, entre as quatro unidades de medicina legal do estado.
As grandes distâncias aumentam o tempo de demora no atendimento e em algumas situações, os corpos ficam estendidos no chão por até mais de 6 horas, aguardando a chegada do rabecão, veículo responsável pela retirada dos cadáveres.
Em reportagem produzida pelo maispatos no dia 28 de janeiro de 2014, a respeito da demora do recolhimento, um dos peritos alegou que o problema ocorria devido a falta de viatura e profissionais. Tony Fabiano relatou que uma única viatura que o Núcleo possuía havia passado mais de um mês danificada na época , além disso, o perito disse que apenas uma equipe, composta por um auxiliar técnico e um perito, era responsável para atender todas as ocorrências. Na ocasião, o corpo da vítima ficou exposto, aguardando a chegada do Numol por mais de 5 horas.
Para atender a demanda de todo o estado, o Instituto de Polícia Científica (IPC) dispõe atualmente de 13 rabecões. São quatro no Gemol de João Pessoa e dois no Numol de Campina Grande, enquanto os núcleos de Patos e Guarabira dispõem de apenas um carro cada. Os demais veículos ficam nas delegacias regionais das cidades de Itaporanga, Catolé do Rocha, Monteiro e Picuí.
maispatos.com