Nesta terça-feira, (07), o Senado aprovou a volta da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista no Brasil.
Com 60 votos favoráveis e apenas 4 contrários, a PEC 033/2009, foi votada após quase dois anos de analise.
O MaisPatos.com conversou na manhã desta quarta-feira, (08), com o Presidente da AISP (Associação de Imprensa do Sertão Paraibano), o jornalista Mário Frade, sobre a aprovação da PEC. Mário disse que a decisão foi justa e é motivo de comemoração para a classe: ?A lei para que o jornalista de verdade, diplomado, exerça o seu papel é bem clara, assim como as demais profissões. Portanto foi um resultado justo e eu como representante da classe, acredito que esse resultado atende toda a reinvindicação da categoria, ou seja, o verdadeiro profissional? destacou.
Para o coordenador do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas de Patos, Flaubert Paiva, esse resultado vem para valorizar ainda mais a profissão: ?Estamos bastante otimistas com esse resultado, pois a portabilidade do diploma valorizou ainda mais a profissão. Editais de concursos lançaram em suas cláusulas a obrigatoriedade do diploma após a suspenção, passando então o diploma a ter uma cobrança bem maior. Os grandes conglomerados de jornalismos também só contratam mediante a essa portabilidade. Sendo assim, recebemos com muita alegria essa notícia, pois é resultado de uma luta que se deu em um pilar ideológico, servindo de fundamento para que o Senado Federal aprovasse a PEC, fazendo rever essa legalidade?, acredita.
O coordenador acredita ainda que depois dessa crise, o valor da profissão de jornalista foi bastante repensado, tanto pela sociedade, como pelos próprios alunos: ?Os alunos das Faculdades Integradas de Patos não veem mais um possível glamour que a profissão proporciona, mas enxergam na carreira as necessidades de um mercado competitivo, as novas possibilidades de mercado no contexto da informação e principalmente, o compromisso social do papel do jornalista na sociedade?, disse.
A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados. Se acatado na Câmara, texto segue para sanção presidencial . MaisPatos.com