
Inconformados com as mudanças feitas pela empresa organizadora em relação a comercialização de bebidas no São João de Patos de 2014, dezenas de vendedores ambulantes foram à Câmara de Vereadores na noite desta quinta-feira, (22), protestar e pedir apoio aos parlamentares sobre a situação.
A Sessão Ordinária estava acontecendo e os vendedores começaram a se manifestar, com gritos, o que acabou tumultuando a Sessão. Após 15 minutos aproximadamente, a Sessão foi encerrada e a direção da Casa acionou a Polícia, causando revolta nos barraqueiros.
O vereador Sales Júnior explicou que infelizmente a Câmara não pode fazer nada e aconselhou os trabalhadores acionarem o Ministério Público: Tivemos uma reunião esta semana na Casa, com a presença de representantes da empresa, uma comissão da prefeitura que faz parte da organização, além dos dois procuradores da Câmara, onde nos foi mostrado que esta Casa não tem mais nada haver com essa discussão, já que foi firmado um contrato de licitação entre Prefeitura e empresa Área Badalada, dando total respaldo para a empresa fazer a exploração econômica e o uso do solo referente ao evento. Dessa forma, eu sugiro que os vendedores procurem a Prefeitura, ou a empresa organizadora, ou até mesmo o Ministério Público, para que analise a questão e possa dar cobertura a esses trabalhadores, disse.
Já a vendedora Bruna Ferreira, que comercializa bebidas no São João de Patos há 9 anos, disse que foi um desrespeito a forma que a Câmara tratou os trabalhadores: Estão nos tratando como bandidos, como cachorros e isso não é justo porque viemos aqui apenas atrás de nossos direitos e pedir apoio aos vereadores, que deveriam ser os defensores do povo. Se chama Polícia pra bandido e não para trabalhador, desabafou.
Em uma reunião realizada na manhã da última quinta-feira, (22), na Prefeitura de Patos, entre representantes dos vendedores ambulantes e o Chefe de Gabinete, Pedro Leitão, foi informado aos barraqueiros que para realizarem as compras de bebidas na empresa, era necessário não ter restrições junto aos órgãos de proteção de crédito, como SPC e no Serasa, além disso, os vendedores ambulantes receberiam uma comissão de 15% do valor vendido.
O vereador Maurício Alves analisou como normal o protesto dos vendedores ambulantes e disse que esse ano, os comerciantes estão isentos do pagamento de várias taxas de despesas, como instalação de energia, bombeiros e taxa de inscrição.
O vendedor Mauro César disse que os ambulantes não concordam com nenhuma das imposições da empresa organizadora e que a classe realizará um protesto em frente a Prefeitura Municipal na manhã desta sexta-feira, (23), com o objetivo de pressionar os organizadores a resolverem a situação.