Uma mulher de 19 anos deu à luz dentro do banheiro do hospital estadual de Coremas na noite do último sábado, 17, e a criança morreu no próprio local, mas não se sabe, ao certo, a causa da morte e também não estão claras as circunstâncias que levaram a parturiente ao sanitário do hospital sem o devido acompanhamento.
Tudo isso, no entanto, poderá ser apurado em um inquérito policial a pedido do Ministério Público, que já recebeu um relatório do Conselho Tutelar sobre o caso.
O fato ficou obscuro porque o hospital, segundo o que apurou a Folha, não prestou esclarecimentos públicos sobre o caso nem informou às autoridades de proteção da infância o que ocorreu com a criança, que foi sepultada sem laudo cadavérico produzido por médico legista.
Também não houve perícia no local onde ocorreu o parto.
As informações obtidas indicam que a mulher chegou ao hospital em trabalho de parto e foi orientada a tomar um banho antes do atendimento médico, mas, no interior do banheiro, ela teve a criança. Pessoas ouviram um barulho estranho dentro do sanitário e foram até o local, onde já encontraram o neonato sem vida.
Imagens do corpo do recém-nascido circularam na cidade e comentários sobre o caso chegaram aos ouvidos do Ministério Público, que pediu ao Conselho Tutelar informações sobre o caso. Conforme o conselheiro Daílson, o relatório já foi feito e apresentado à promotora local, que poderá pedir ou não abertura de inquérito policial.
O conselheiro disse ainda que não ouviu a mãe da criança nem o hospital e o relatório foi produzido com base no depoimento de pessoas que tomaram conhecimento do caso. Caberá à polícia aprofundar as investigações e ouvir todos os envolvidos, comentou o membro do Conselho Tutelar.