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A conversão feminina; Por Anchieta Guerra

Por: Redação
20/05/2014 às 06h55
A conversão feminina; Por Anchieta Guerra
A menina se embelezou
Com o brilho do olhar
Se deixou naquele estante
Por todo seu corpo minar
Se tornando uma “refém”
Das garras do desejar!
 
O seu mundo agitou-se
No glamour de uma paixão
Os delírios lhes roubaram
O fino da tradição
Inibindo a consciência
Do perigo e da razão!
 
Se entregou aos desejos
Sem refletir nem pensar
Se jogou aos braços alheios
No tempero de amar
Esquecendo em meio aquilo
A qual destino chegar!
 
Sua alma adormeceu
Naquele fervo ardente
Esbanjando com pureza
Uma satisfação condizente
Derramando entre êxtase
Todo um delírio contente!
 
São coisas que a natureza
Transforma como alusão
Para expandir ao tempo
A força da conversão
Dotando o desejo humano
Num fulgor de uma paixão!
 
A menina virou moça
Da noite pro amanhecer
Trazendo consigo agora
A nova maneira de ser
Vivenciando a alegria
As paixões e o prazer!
 
*José Anchieta Alves Guerra, funcionário público, nasceu em Campina
Grande, migrou ainda adolescentes para João Pessoa, vindo morar em São
Mamede em 1991, se transferindo para Patos, em 1995, onde reside até
hoje.  
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