A aplicação multi-plataforma de mensagens instantâneas para smartphones, WhatsApp, vem sendo um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e até mesmo por autoridades.
Além de mensagens de texto, os usuários podem enviar imagens, vídeos e mensagens de áudio de mídia. O software cliente está disponível para Android, BlackBerry OS, iOS, Symbian, Windows Phone, e Nokia. A empresa com o mesmo nome foi fundada em 2009 por Brian Acton e Jan Koum, ambos veteranos do Yahoo! e está sediada em Santa Clara, Califórnia.
No dia 19 de fevereiro de 2014, o Facebook adquiriu a empresa pelo montante de 16 bilhões de dólares, sendo 4 bilhões em dinheiro e 12 bilhões em ações do Facebook, além de 3 bilhões de ações no prazo de quatro anos caso permaneçam na companhia. Seus fundadores serão incorporados no conselho administrativo do Facebook.
Até aqui, o WhatsApp parece ser um software inofensivo, livre de causar problemas para seus usuários, mas, na realidade, não é bem assim.
O WhatsApp não possui, em sua estrutura de privacidade, nenhuma forma de restrição no compartilhamento de conteúdo entre os usuários, o que vem se tornando um verdadeiro problema.
Muitos estão utilizando o WhatsApp não de maneira inocente, de entretenimento, e sim para fins pornográficos. No Whats, após uma análise nos diversos grupos que são criados todos os dias, pudemos constatar que em sua maioria, a finalidade deste aplicativo está sendo uma só: o compartilhamento em massa de conteúdo pornográfico e, o pior, de forma caseira, o que atrai, a cada dia, milhões de adeptos.
O problema todo não está apenas na pornografia com adultos e sim na maneira a qual o aplicativo é utilizado, onde menores de idade e até mesmo crianças, têm, num clique, acesso a estes arquivos, causando sequelas psicológicas nestes.
Para piorar ainda mais a situação, quem acompanha a imprensa, pode se verificar os incontáveis casos em que fotos e vídeos vazam via WhatsApp, causando constrangimento nas vítimas e até casos de suicídio e profunda depressão, gerando danos irreparáveis aos atingidos. Ações como esta beneficiam unicamente um grupo de maníacos sexuais, que não perdem uma boquinha à custa das dores de outrem. Meninas e até mesmo rapazes, antes tidos como inocentes por seus pais e sociedade, num instante, podem ter suas intimidades compartilhadas com os usuários do Whats, o que, convenhamos, não é nada interessante para quem não almeja ter uma carreira pornô.
Medidas de Segurança
Não quero aqui generalizar a coisa e dizer que o WhatsApp é só pornografia, antes pelo contrário, existe também muito conteúdo de qualidade compartilhado nesta plataforma sem limites, porém, quem desejar ter sua imagem preservada, deve seguir algumas dicas elencadas a seguir.
Antes de teclar com alguém no WhatsApp, procure verificar a autenticidade do contato. Verifique se este é realmente alguém que você conhece. Em caso de alguma dúvida, ligue para o número e procure identificar seu titular.
Evite teclar com aquelas famosas pessoas que você não conhece, e que de início de conversa, dizem querer apenas sua amizade e nada mais. Estes, principalmente com mulheres, têm o intuito de adentrar a intimidade das suas vítimas.
Quando desconfiar de algum contato que vier a conversar com você, não espere: realize o bloqueio imediatamente.
Jamais envie, mesmo para namorado (a) e pessoas do gênero, nenhum tipo de fotos íntimas que possam comprometer sua identidade, como aquelas exibindo seu rosto. Também não aceite gravar vídeos íntimos que possam identifica-lo.
Desconfie daqueles que, de início de conversa, vêm com papos inocentes com o intuito de ganhar sua confiança e depois causar um desastre em sua vida.
Procure sair de todos os grupos em que o conteúdo seja apenas pornográfico. Se mesmo assim o administrador do grupo continuar lhe adicionando, procure bloqueá-lo pela interface de configuração do aplicativo.
Evite expor, em conversas, dados reais sobre sua vida; para desconhecidos, vale mentir ao máximo e nunca revelar a verdade sobre você e sua família. Em engenharia social e em algumas relações do cotidiano, mentir não é crime e em muitas das vezes é mais benéfico do que uma verdade!
Por fim, confie desconfiando; esmola grande demais até Santo desconfia!
Por hoje é só;
Até a próxima!
@brunodelima07
*Bruno de Lima é jornalista, assessor de imprensa da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, acadêmico do curso de Direito na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras, FAFIC. É colunista e redator de vários portais do Estado da Paraíba. É o fundador e chefe de jornalismo do Diário do País: www.diariodopais.com.br. Técnico em informática Microsoft (Master Instructor/Office Specialist): 2493713; Membro GOLD da Microsoft Virtual Academy (MVA); programador em Microsoft C# (ASP, ASPX); mestre em engenharia social e segurança da informação; formação em Tecnologia da Informação (TI) pela Fundação Getúlio Vargas, RJ e Intel.