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CANAL DO FRANGO: de quem é a culpa?

Por: Redação Fonte: Rodolfo Araújo
19/03/2014 às 07h42
CANAL DO FRANGO: de quem é a culpa?
Hoje à noite a cidade de Patos foi abençoada com a chegada da tão esperada e desejada CHUVA. Foram quase duas horas de chuva torrencial, acompanhada de relâmpagos, trovões e muita ventania. Chuva que vem amenizar a situação de falta d´água do nosso sertão.

Infelizmente, junto com a chuva, surge também alguns transtornos, como por exemplo a queda de árvores e consequentemente a falta de energia elétrica.
Mas, o mais grave é a situação do CANAL DO FRANGO. Amanhã muitos irão questionar a obra, se realmente foi bem planejada ou bem executada por parte do poder público municipal.

Só que tem um “pequeno” detalhe que faz toda a diferença: AS INVASÕES IRREGULARES QUE MARGEIAM TODO O CANAL DO FRANGO!
Podemos constatar residências construídas em áreas de vazão, totalmente impróprias para se firmar qualquer tipo de construção, num desrespeito total a legislação ambiental.

Essas invasões não respeitaram os limites de espaços, áreas verdes, áreas de preservação ambiental que servem justamente para amortizar as águas das chuvas. Encontramos residências que possuem apenas “um palmo” de calçada.
O poder público quando exerce o seu poder de polícia tentando disciplinar tais ocupações, é taxado imediatamente de intransigente, não sabendo muitos que essas atitudes são justamente prevendo situações como as que ocorreram hoje as noite

E AGORA? O QUE FAZER? INUNDOU. DE QUEM É A RESPONSABILIDADE? DO GESTOR QUE NÃO FEZ A OBRA BEM FEITA, OU DA POPULAÇÃO QUE INVADIU E INSISTE EM MORAR ONDE NÃO SE DEVE (ILEGALMENTE)?
 E olhe que não estou falando de população de baixa renda, pois as margens do Canal do Frango existe muitos invasores de alta renda, com um único objetivo: especulação imobiliária.

Temos que no mínimo parar e se perguntar, diante dessa situação de quem a culpa.

As vezes, não é da gestão pública, e sim da própria população que não respeitas os limites impostos, não só pelos órgão oficiais, NÃO RESPEITA OS LIMITES IMPOSTOS PELA PROPRIA NATUREZA, QUE MAIS CEDO OU MAIS TARDE VAI COBRAR SEU ESPAÇO COM JUROS, CORREÇÃO E SEM AVISO PRÉVIO.

Infelizmente essa situação eu já previa a tempos!

Rodolfo Araujo
Advogado, professor-mestre em meio ambiente e desenvolvimento!
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