
Um imbróglio entre as entidades responsáveis pelo trânsito foi criado no início da tarde desta terça-feira (18), durante o quadro Cidade Alerta, do programa Cidade em Debate, pela Rádio Itatiunga. O presidente do Sindicato Intermunicipal dos Agentes de Trânsito da Paraíba (Sinatran), Antônio Coelho, revelou que policiais militares da CPTran estão dificultando a relação de atividades competentes a cada órgão.
Na semana passada, tivemos uma ocorrência de que um infrator estava desrespeitando todas as regras de trânsito no centro e ignorando os agentes de trânsito. Então nós demos a ordem de parada, até correndo o risco de sermos atropelados por este cidadão, pedimos apoio da Polícia Militar que conseguiu abordá-lo, mediante armas em punho. Quando chegou a equipe do CPTran, um policial de nome sargento Irlândio disse que ele não presenciou as infrações de trânsito e por isso não poderia enquadrar o cidadão pelo crime de direção perigosa, disse Coelho.
O agente de trânsito ainda disse que não adianta ser estabelecida algum tipo de parceria entre os gestores nos gabinetes, se os agentes não estiverem harmônicos no serviço de rua.
Com essa distribuição de competências, hoje os órgãos de trânsito só podem oferecer uma segurança eficaz no trânsito se houver uma parceria não só dos gestores nos gabinetes, mas principalmente nas atividades dos agentes de rua. É preciso que os agentes do estado sejam um apoio para os agentes municipais e vice-versa, afirmou.
O comandante da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTtran), tenente Leonides, esclareceu que o fato citado por Coelho, em relação a direção perigosa é que qualquer viatura, seja ela do CPTran, ROTAM, Rádio Patrulha ou qualquer uma outra pode fazer o devido procedimento de condução até a delegacia.
Leonides ainda afirmou que os policias só podem fazer qualquer procedimento quando for presenciado por algum agente da CPTran, fato que não foi confirmado por nenhum dos que estavam presentes, nem pela aspirante Arielly.
A direção perigosa alegada pelos agentes da STTrans tem que ser presenciada pela nossa guarnição. Agora, a informação que eu tive foi que nem a CPTran, nem a guarnição da aspirante Arielly presenciaram a ocorrência, por isso o correto seria os agentes irem até a delegacia junto com a guarnição para testemunharem o fato.
Raniery Soares | maispatos.com