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Governo não atende reivindicações e greve da UFCG continua: Nota de esclarevimento.

Por: Redação Fonte: Luanja Dantas
21/07/2012 às 07h40

Os professores da Universidade da Federal de Campina Grande (UFCG) rejeitaram a proposta de carreira apresentada pelo governo federal e a greve da categoria segue na Paraíba. A votação por amostragem aconteceu na sexta-feira (20) no Auditório da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia, em Campina Grande, no Agreste paraibano. O resultado da assembleia dos docentes foi enviado para o Comando Nacional de Greve da categoria e comporá um quadro nacional do posicionamento dos professores das universidades federais de todo país sobre a proposta do governo. A greve nacional dos professores federais completou dois meses no dia 17 de julho. Na quinta-feira (19) os professores da Universidade Federal da Paraíba também seguiram a orientação do proposta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e rejeitaram a proposta de reajuste de 45%. Na próxima segunda-feira (23) está prevista uma rodada de negociação da categoria com o Ministério do Planejamento, em Brasília. Na data, os docentes da UFCG estão programando uma vigília na Praça da Bandeira, em Campina Grande, para acompanhar as negociações com o governo. As reivindicações principais dos professores são a reestruturação da carreira docente, valorização do trabalho e melhoria das condições de trabalho. Segundo a assessoria de imprensa da Associação dos Docentes da Universidade de Campina Grande (Adufcg), na assembleia, os professores da UFCG também aprovaram a inclusão na pauta de reivindicações da cobrança do governo de uma proposta de melhoria das condições de trabalho. Os docentes da UFCG estão em greve desde o dia 17 de maio. Segundo a Adufcg, atualmente estão paralisadas 95% universidades federais, 95% dos institutos federais de educação e 100% dos Centros federais de educação.

NOTA DE ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

O Comando Local de Greve da ADUFCG-Patos vem a público esclarecer sua posição de REJEIÇÃO da proposta apresentada pelo Governo, baseado, entre outras, nas seguintes análises:

1- O Governo apresentou de forma propagandística nos meios de comunicação que os docentes teriam um reajuste de até 45% para a classe de titular.

A VERDADE É: Na UFCG, Campus de Patos, de 130 docentes, apenas um se enquadraria nesse percentual proposto pelo Governo, caso a inflação até julho de 2015 fosse de 0%.

2- Os valores salariais atuais recebidos pelos docentes foram fixados em julho de 2010 e o Governo propõe o reajuste divulgado a ser implantado completamente em julho de 2015.

A VERDADE É: Ao considerar o intervalo entre julho de 2010 e julho de 2015, o valor da inflação do período calculado pelo DIEESE alcança valor acima de 40%. O reajuste real dessa categoria de titular seria no máximo 5% em julho de 2015 e não 45%, e as demais categorias teriam perdas salariais com percentuais negativos no reajuste.

3- O Governo afirmou que haveria uma reestruturação efetiva e lógica da carreia de docente.

A VERDADE É: O Governo não apresentou uma proposta clara de carreira docente e impôs barreiras externas para a progressão funcional, além de não haver critérios claros para subir na carreira e para a remuneração.

4- Quanto às condições de trabalho não houve nenhuma manifestação por parte do Governo sobre a implementação de medidas efetivas para essas melhorias.

A VERDADE É: Hoje a UFCG-Patos convive com salas de aula superlotadas, ausência de laboratórios didáticos, bibliotecas deficientes, falta de professores, dentre outros.

5- Outras categorias de servidores federais recebem em inicio de carreira melhor remuneração do que professor universitários com doutorado e com muitos anos no serviço.

Esta é a realidade da proposta do governo, chamamos a população à defesa da universidade pública gratuita e de qualidade.

Patos, 20 de julho de 2012

Comando Local de Greve da ADUFCG-Patos

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