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“Por ser ex-aluno, o apoiamos”, diz direção após golpe em escola de Patos; estudantes vão à polícia

Por: Redação Fonte: Luanja Dantas
25/02/2014 às 06h54
“Por ser ex-aluno, o apoiamos”, diz direção após golpe em escola de Patos; estudantes vão à polícia
Genilúcia Medeiros-Coordenadora do Colégio Evolução
Mais de 60 pessoas já prestaram queixa na Delegacia de Polícia Civil, a cerca de um golpe que foi aplicado por um falso diretor, que se dizia proprietário de um curso de inglês, em Patos.
 
Intitulado “Projeto My Start”, o esquema era comandado por Ylie Sales Virgino oferecia aos alunos um curso de inglês no valor de 70 reais, que depois foram criadas algumas propostas, fazendo com que os alunos pagassem mais taxas, como fardamentos, impostos de livros e dicionários de inglês, sedex, taxa de inscrição do intercâmbio, dentre outros.

Ylie chegou à cidade em julho de 2013 e procurou o Colégio e Curso Evolução, onde se apresentou aos proprietários da escola como “Membro do Comitê Humanitário da Universidade de Nova Iorque” e mostrou uma proposta, a qual implementaria no colégio um curso de idiomas.
 
Segundo a coordenadora do Evolução, Genilúcia Medeiros, Ylie teria sido aluno da escola e esse foi um dos motivos que o diretor acreditou e confiou no rapaz: “Além dele, um irmão dele também foi nosso aluno, então nos conhecíamos inclusive a mãe de Ylie. Ele visitou a escola e nos apresentou a proposta, muito interessante por sinal, já que a mesma seria destinada a um público mais carente, com um valor de apenas R$ 70”, explicou.
 
A coordenadora disse que em nenhum momento a direção da escola desconfiou de Ylie e que assim como os alunos, também foi vítima do golpista: “Para se ter uma idéia de como ele agiu, quando ele chegava na escola Bonifácio parava tudo para atendê-lo, pois ele falava muito bem, era super inteligente, tinha conhecimento de tudo e sempre se mostrou uma pessoa confiável. Mas assim como esses alunos, nos também fomos lesados, pois ele veio durante a noite e sem comunicar nada a ninguém levou um computador, um DataShow e uma impressora”, disse.
 
A jovem Kettherine Ianny, de 18 anos, também foi uma das vítimas de Ylie. O golpista conseguiu inclusive que Kettherine trabalhasse para ele. De acordo com ela, o que mais chamou atenção e a fez entrar no curso foi a promessa de participar do programa de intercambio: “Fui conversar com ele sobre o interesse em participar do programa e ele disse que no dia seguinte eu fosse lá no colégio. Quando cheguei lá no dia seguinte eu já comecei a trabalhar”, explicou.
 
A jovem disse que recebeu o pagamento referente ao período trabalhado, mas que Yulie disse que viajaria para o Canadá no dia 30 de novembro para o casamento de um amigo e desde essa data nunca mais o viu.
 
A engenheira florestal Maria Gorete da Costa, de 47 anos, também prestou queixa na Delegacia de Polícia Civil e desembolsou o valor de R$ 100 com o suposto curso: ”O valor era bastante atrativo e eu ainda comprei uma camiseta que custou R$ 30. Eu até achei estranho o fato dele não me dar nenhum comprovante de pagamento no ato da matrícula, mas me conformei quando ele disse que nos emitiria esses comprovantes por email, só que isso nunca aconteceu”, contou.
 
Gorete disse ainda que estranhou o fato da demora do início das aulas, já que as mesmas estavam previstas para voltar no dia 05 de fevereiro.
 
A delegada Daniela Quirino está à frente das investigações e orienta a todas as pessoas que foram vítima de Yulie a procurar a Delegacia e abrir um Boletim de Ocorrência para que a Polícia possa obter mais informações a respeito do golpista e conseguir localiza-lo.
 
maispatos.com 
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