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Jatobá e Farinha já encolheram mais de 2 milhões de metros cúbicos. Capoeira mais de 3 milhões

Por: Redação Fonte: Genival Júnior
17/02/2014 às 07h03
Jatobá e Farinha já encolheram mais de 2 milhões de metros cúbicos. Capoeira mais de 3 milhões
Jatobá
Devido ao passar dos anos e a falta de manutenção no sentido da preservação de sua capacidade original, o volume de água dos açudes que abastecem Patos não é mais o mesmo, devido ao assoreamento provocado pelas chuvas nos anos de inverno.

A constatação é do instituto Patoense de Pesquisa e Estatística-INPPE, levando em consideração a média anual, divulgada recentemente pela Agencia Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba-AESA, após a batimetria realizada no açude Estevam Marinho, em Coremas.

Aplicando uma diminuição de 0,22% ao ano, a mesma constatada em Coremas, o açude do Jatobá, teria anualmente uma diminuição de 38 mil 535 metros cúbicos de água, o que significa dizer que desde 1954, ano em que foi construído, o manancial perdeu em seu leito, o total de 2 milhões 273 mil 565 metros cúbicos, reduzindo a sua capacidade atual para 15 milhões 242 mil 435 metros cúbicos de água.

Usando o mesmo parâmetro de 0,22% ao ano, a Barragem da Farinha, que foi inaugurada em 1975, teria sua capacidade reduzida em 2 milhões 151 mil 484 metros cúbicos de água, caindo o seu volume total de 25 milhões 735 mil e 500 metros cúbicos de água, para 23 milhões 584 mil e 16 metros cúbicos de água, o que representa uma diminuição anual de 56 mil 618 metros cúbicos do líquido precioso.

Já o açude de capoeira, construído dentro do Projeto Canaã e inaugurado durante o governo Wilson Braga em 1984, teria sua capacidade reduzida em 117 mil 590 metros cúbicos anuais, caindo o seu volume total de 53 milhões 450 mil metros cúbicos, para 50 milhões 157 mil e 500 metros cúbicos, ou 3 milhões 292 mil 520 metros cúbicos a menos em seu volume final de água.

Atualmente, Capoeira teria segundo a publicação da AESA no dia 03 de fevereiro, um volume acumulado de 6 milhões 562 mil 657 metros cúbicos sem levar em conta o assoreamento.

Se considerado o mesmo, o volume atual seria de apenas 3 milhões 270 mil 137 metros cúbicos, o que seria insuficiente para atravessar o ano, abastecendo os municípios de Patos e santa Terezinha, caso não haja reposição em sua reserva hídrica.
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