Após cinco horas da prática do duplo homicídio no Bairro Liberdade, em Patos, os corpos das vítimas, Caio Henrique e José Everaldo, só foram removidos por volta das 17h. A demora é por causa da espera pela chegada do Rabecão, veículo responsável pela retirada dos cadáveres.
O crime aconteceu às 12h.
O NUMOL de Patos é o que atende mais municípios do estado, tendo em vista que a Paraíba possui quatro Unidades de Medicina Legal.
Em matéria publicada nesta segunda-feira, 27, o Jornal da Paraíba destacou o problema na espera pelos veículos para a remoção de corpos, o que acarreta transtorno e revolta aos familiares, que além de perder um ente, tem que ficar na espera do carro.
De acordo com a matéria do Jornal, para atender a demanda de todo o estado, o IPC dispõe atualmente de 13 rabecões, como são popularmente chamados os carros que fazem o transporte de cadáveres. São quatro no Gemol de João Pessoa e dois no Numol de Campina Grande, enquanto os núcleos de Patos e Guarabira dispõem de apenas um carro cada. Os demais veículos ficam nas delegacias regionais das cidades de Itaporanga, Catolé do Rocha, Monteiro e Picuí.
Em Cajazeiras, em Outubro do ano passado, um caso semelhante foi registrado. Um empresário de 55 anos foi morto durante um assalto e o seu corpo ficou em via pública por seis horas.
Na época desta ocorrência, o perito Tony Fabiano explicou que a equipe é formada por um auxiliar técnico e perito, além de somente a unidade possuir um veículo.
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