Este ano de 2014 promete ser marcado por muitos acontecimentos, dentre eles, a copa do mundo que acontecerá no nosso país, o Brasil.
Na lista dos principais problemas de estrutura para a copa do mundo no Brasil, se destaca a falta de link de internet por parte dos provedores de acesso e empresas que fornecem o serviço.
Mesmo nos Estados e municípios em que se chega internet via fibra óptica, o serviço é muitas vezes de péssima qualidade e não é fornecido o que é contratado entre o cliente e as empresas.
Para se ter uma idéia, a ANATEL, responsável por fiscalizar as empresas que fornecem internet no país, afirma que as empresas só têm direito de fornecer 20% da velocidade contratada. Trocando por miúdos, isso quer dizer que: você contrata 10MB de internet, no entanto, a empresa só lhe fornece 2MB ou menos e você, cliente, não pode reclamar.
A estratégia de se vender um valor X de internet e fornecer ao cliente apenas um valor bem inferior ao contratado, ou seja, apenas os 20% que a ANATEL exige, era uma das maneiras das empresas desafogarem a grande demanda de solicitações de pacotes de dados por parte dos clientes.
A estratégia dos 20% funcionou até poucos anos atrás, no entanto, atualmente o que estamos presenciando é: os provedores de acesso à internet de pequeno ou médio porte compram links às grandes empresas, mas, estas não estão conseguindo atender as demandas e está faltando link e qualidade nos serviços, ocasionando quedas constantes do serviço, interrupções e clientes super irritados.
Se por um lado os clientes reclamam (e com razão) dos serviços de internet do Brasil, os donos de provedores de acesso também não sabem o que fazer: eles pagam altos valores às empresas que vendem os links e em troca, recebem um péssimo serviço, falta de suporte e respostas que em nada agradam o consumidor final, gerando um colapso generalizado.
O que também é uma verdade é que a copa do mundo está se aproximando e só um milagre para fazer com que a estrutura de rede de internet do nosso país, defasada e não mais atendendo às demandas, possa ser ampliada e modernizada.
Se nos quatro cantos do país a internet cresceu de uma maneira monstruosa e as empresas não estão conseguindo suprir a demanda demasiada, como ficará, então, a copa do mundo de 2014?
É preciso que além dos investimentos nos estádios, exista um planejamento sobre o uso da internet durante a copa do mundo, pois, se o sistema dos campeonatos for online, será difícil se obter qualidade mediante a situação atual, e o que poderia ser agradável, pode se tornar, mais uma vez, uma dor de cabeça.
Por hoje é só;
Até a próxima!
@brunodelima07
Bruno de Lima é jornalista, assessor de imprensa da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, acadêmico do curso de Direito na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras, FAFIC. É colunista e redator de vários portais do Estado da Paraíba. É o fundador e chefe de jornalismo do Diário do País e do Bis PB. Técnico em informática Microsoft (Master Instructor/Office Specialist): 2493713, formação em Ti pela Fundação Getúlio Vargas, RJ e Intel. Site pessoal: www.brunodelima7.com