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CRM-PB rebate secretário de estado e afirma que enviou relatório

Por: Redação Fonte: Ricardo Souza
10/01/2014 às 00h01
CRM-PB rebate secretário de estado e afirma que enviou relatório
O Hospital Regional de Patos foi notificado com 110 irregularidades, sendo estas encontradas pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba, que notificou a casa hospitalar 13 vezes. 

Entre os erros encontrados no Hospital de Patos pelo CRM, estão as irregularidades nas escalas, falta de roupas para os pacientes, e problemas de higienização até falhas graves como alta taxa de obtuário na ala vermelha, paredes com mofo e infiltração e médicos que deixam de cumprir o plantão.

Essas constatações estão todas inseridas no relatório feito pelo Conselho e emitido para o Hospital Regional de Patos, Secretaria de Estado da Saúde e Ministério Público. Em entrevista nesta terça-feira, 07, o Secretário, Waldson de Sousa, negou ter conhecimento das irregularidades e que não recebeu nenhum relatório do CRM-PB.

Já o diretor de fiscalização do Conselho Regional de Medicina, Eurípedes Mendonça, em participação ao vivo para uma rádio da cidade de Patos nesta quarta-feira, revelou que está faltando assessoria e que o secretário Waldson está mal informado. 

“Nos últimos dois anos nós fizemos no Hospital de Patos exatamente 13 fiscalizações. Para ser mais exato, de Junho de 2012 até 27 de Dezembro de 2013 fizemos 10 fiscalizações, e ele recebeu 9 relatórios; eu tenho comprovado tudo por AR (aviso de recebimento). Ele recebeu esses 9 relatórios desde Junho de 2012 e a direção do Hospital também recebeu o mesmo relatório”, explicou Eurípedes.

Como Waldson de Sousa informou nesta terça-feira em Patos que não foi notificado pelo CRM, o diretor de fiscalização nomeou como falta de organização da própria Secretaria de Saúde do Estado a falta de comunicação, já que o CRM enviou material para a secretaria e para o Hospital Regional de Patos.

A fiscalização feita pelo Conselho de Medicina é demandada pelo Ministério Público, segundo informou Eurípedes. 

Mendonça ainda rebateu Waldson quando este disse que o Conselho de Medicina estava perseguindo o Estado. “Se ele diz que perseguir é a gente fazer o nosso trabalho, eu não entendo como perseguição. O CRM cumpre o seu trabalho. Ele fiscaliza tanto hospitais municipais como estaduais, federais, PSF’s, ou seja, todo estabelecimento de saúde onde existir um médico trabalhando. É competência legal do CRM fiscalizar”, rebateu.

Para Waldson, o CRM não tem diálogo com a secretaria e sua atuação é de enfrentamento ao Estado, pois poderia contribuir de outra forma.

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