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Saiba por que Cássio pode ser ou não ser candidato nas eleições de outubro

Por: Redação Fonte: Ricardo Souza
06/01/2014 às 11h04
Saiba por que Cássio pode ser ou não ser candidato nas eleições de outubro
2014 chegou, mas com ele ainda paira a dúvida no ar quanto ao futuro do senador e ex-governador Cássio Cunha Lima, nas eleições de outubro.

Cássio é ou não é candidato a governador da Paraíba? Em qual palanque vai subir? O que muda com a sua candidatura? Com que força e discurso ele vai às ruas? O pedido de Aécio e dos aliados é decisivo para sua candidatura ao governo? A aliança com Ricardo Coutinho é pra valer ou apenas um faz de conta?

Para responder esses e outras perguntas que estão dando um verdadeiro nó na cabeça das pessoas, vamos procurar entender a conjuntura política que cerca as eleições da Paraíba nas eleições que se avizinham.

Entre os pontos que empurram Cássio na direção da candidatura, podemos dizer que o Tucano está incomodado com a sua posição de desprestígio no atual governo e vem recebendo o estímulo dos seus aliados na Paraíba e a pressão do PSDB nacional, que precisa ampliar o palanque do presidenciável Aécio Neves, para tentar conter a força de Dilma Roussef no Nordeste.

Em outro ponto, Cássio sabe que a sua candidatura representa a garantia de um segundo turno, possibilidade que será estudada até os últimos momentos por meio de pesquisas de opinião, visando evitar riscos desnecessários a exemplo da possibilidade de uma eventual derrota.

Como o maior expoente da política paraibana, tanto é que com quase 51 anos de idade, ainda é chamado de “menino”, fato incomum em nosso estado a qualquer outro político contemporâneo seu, Cássio sabe que tem seu nome maneiro na mente e na aceitação do povo, tomando por base já ter sido bem votado em todos os municípios do estado.

Sua aliança com Ricardo Coutinho, não é um fato fidedigno, mas circunstancial, pois foi formada em meio a um cenário de vingança política existente nas eleições de 2010, cujo objetivo era derrotar o então governador José Maranhão.

Ainda mais, uma meia segurança jurídica em relação ao fim de seu processo e qual o entendimento da Justiça Eleitoral, para assegurar a legitimidade de seu mandato, caso saia vitorioso nas urnas.

Por outro lado, além dos fatores positivos já mencionados, precisamos colocar também algumas situações bem particulares que cabem ao contexto político das eleições de 2014.

O primeiro deles é a necessidade de uma certeza jurídica, coisa que até agora parece não existir, pois pelo menos é o retrato da divisão de opiniões entre especialistas em matéria eleitoral, quando opinam sobre o assunto.

Por outro lado, Cássio seria um candidato de oposição, e sem a máquina na mão para montar politicamente a sua campanha, a exemplo do que tinha nas campanhas anteriores, perdendo um pouco de espaço no campo da articulação de apoios.

O fato de “trair” Ricardo depois de estar três anos com discurso de aliado deixará o tucano órfão de discurso junto ao eleitorado paraibano, que ao mesmo tempo entrará no debate de perguntar por que até ontem Ricardo prestava e hoje não presta mais?

Cássio sabe que mesmo chegando em primeiro, dificilmente levará o pleito no primeiro turno, o que coloca a disputa em risco no segundo turno, caso não consiga uma maioria folgada em relação ao segundo colocado.

Em outras palavras, ele sabe que Ricardo será capaz de votar e se articular em favor do seu adversário para vingas da traição no segundo turno, ou articular todos os demais grupos derrotados em seu favor, se o classificado para decidir o pleito com Cássio for ele, Ricardo.

Com o mandado de senador garantido até 2018, Cássio não tem hoje a necessidade de ser candidato, evitando com isso o risco de uma derrota nas urnas, fato nunca ocorrido em sua história política na Paraíba.

Em relação a Aécio, a Paraíba tem pouco poder para influenciar nas eleições presidenciais, sendo este um fator de enfraquecimento as pressões do PSDB nacional. Situação semelhante ele vivencia em relação aos aliados, que buscam muito mais um guarda chuva político, por também haverem sido desprestigiados no governo Ricardo Coutinho.

A relação política de Ricardo com sua base foi um tanto conturbada, mas sempre ao seu estilo, não permitindo ele que ninguém passasse por sobre suas determinações, nem mesmo Cássio. Dessa forma, aconteceram fatos incomuns na história política da Paraíba, que foi deputados governistas votar contra os interesses do governador, ajudando a derrotá-lo, fato que não ocorria nos governos de Maranhão e Cássio, onde quem era da base de apoio, sempre acompanhava os interesses do governo.

Agora, Ricardo tentará manter a aliança para o executivo, em meio a uma série de interesses paralelos de partidos e lideranças políticas no estado, que travam um verdadeiro cabo de guerra puxando o senador Cássio, que montou o seu camarote de forma segura, para assistir a tudo até o mês de maio, quando acredito deve se posicionar de forma definitiva. Façam suas apostas...
 
Genival Júnior 
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