
Dois médicos foram demitidos nessa semana pela direção do Hospital Regional de Patos e um terceiro está sendo investigado por uma comissão de sindicância por terem abandonado o plantão. Foram afastados definitivamente dos quadros do HRP Wostenildo Crispim e Francisca Sonally.
De acordo com a diretora da unidade médica, Silvia Ximenes, os médicos eram prestadores de serviço e estavam de plantão no último domingo. Os dois teriam sido procurados durante o plantão e não foram encontrados. O terceiro médico do plantão, Antônio Segundo Neto, está sendo investigado, segundo Silvia, para saber se ele também teria se ausentado do hospital em horário de trabalho.
A diretora disse ainda que qualquer profissional que agir, fugindo da ética e dos princípios do Conselho Regional de Medicina será penalizado conforme a lei. Silvia informou que os médicos que tiveram os contratos cancelados já estão sendo substituídos e que o afastamento não trouxe prejuízos ao atendimento à população.
Um dos médicos demitidos, Wostenildo Crispim, teve uma foto vazada no serviço de troca de mensagens por telefone, WhatsApp, quando supostamente teria abandonado o plantão para ir a um churrasco com amigos. Quanto a Francisca Sonally, a diretora Silvia Ximenes disse que ela teria sido procurada durante o plantão e não foi encontrada.
Ela informou que a sindicância que apurará a conduta do terceiro médico terá 30 dias para apresentar uma resposta. A equipe será formada por funcionários da unidade médica.
O Ministério Público Federal foi informado, por meio do Ofício nº 370/2013, assinado pelo diretor técnico do Hospital Regional Janduhy Carneiro, Adilson de Albuquerque Viana Júnior, sobre a demissão dos dois médicos e solicitação de abertura de sindicância para apurar conduta do terceiro médico envolvido.
Para o procurador da República João Raphael Lima, a medida adotada pelo hospital é salutar, mas apenas um pequeno começo. É preciso criar formas de efetivo controle das jornadas dos médicos, tanto pela administração do hospital como por parte da população que usufrui dos serviços. Do jeito que está não pode continuar.
Na última terça-feira, o MPF solicitou ao CRM-PB que fiscalize o exercício profissional dos médicos que trabalham no Hospital Regional de Patos. Pede-se que sejam adotadas as medidas cabíveis por parte do conselho, a exemplo de penalidades no âmbito funcional.