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Políticos usam segmento religioso para angariar votos

Por: Redação Fonte: Ricardo Souza
30/06/2012 às 17h11

No próximo dia sete será dada a largada para eleições municipais  onde serão escolhidos os 13 vereadores que irão compor a nova legislatura da Câmara Municipal e o novo prefeito de Patos e como o numero de eleitores no município não chega à 200.000 votantes, não haverá segundo turno.

Neste pleito, mais de 160 candidatos entrarão na disputa, tanto para prefeito, vice-prefeito e vereador . Em patos há 26 partidos distribuídos em sete grupos distintos de  coligações. Destes, o PSOL, será o único partido a sair sozinho na disputa.  Mais de 67 mil eleitores serão  alvo dos interessados a uma das 15 vagas distribuídas nos poderes executivo e legislativo.

Segundo o Jornalista e analista político Genival Júnior, diretor do  INPPE (Instituto Patoense de pesquisa e estatística), a disputa para este pleito será acirrada. Para Genival apenas de sete a dez candidatos nesta eleição ultrapassarão  a barreira dos mil votos enquanto que na última eleição 14 candidatos tiveram votação superior a mil, sendo que três deles ultrapassaram a casa dos 2 mil votos.

Uma grande fatia destes 67 mil eleitores  fazem parte de alguma religião e grande parte são de católicos e evangélicos. O catolicismo é a religião predominante,  mais da metade da população patoense são católicos nominais e cerca de 20% são praticantes. Aproximadamente, oito mil fieis são membros de igrejas evangélicas, cerca de seis mil evangélicos são eleitores. Isso conclui que em média de 30% dos eleitores  frequentam alguma igreja.

O fato é que quanto maior o rebanho, melhor. Um candidato a vereador, por exemplo, poderá  precisar de uma média de 600 votos para ser eleito, isso em coligações menores. Já em um partido grande como o PMDB, por exemplo, o postulante poderá precisar em média de 1.000 votos para se eleger. Em 2008 o vereador do PT Edileudo Lucena foi eleito com 646 votos. Já o candidato a vereador do PMDB Jeferson Melquiades conseguiu nas urnas  1.383 votos e não foi eleito ficando na primeira suplência.

Cada voto será bastante concorrido e buscado por alguns desses candidatos no reduto eleitoral cristão, nesse período será comum a visita desses postulantes às igrejas a fim de angariar votos e fortalecer sua campanha.

Nos bastidores da eleição muitos candidatos são  apoiados por lideres religiosos que colocam a disposição suas ovelhas para que o candidato construa assim o seu curral eleitoral.

Margarete  Pimentel, é evangélica e ressaltou a importância do seguimento religioso no contexto . Pimentel,  acredita que os lideres religiosos devem orientar seus liderados a votarem conscientes  e sem influencia: ?No momento em que o líder de uma igreja se posiciona a favor de um partido político naturalmente vai induzir parte do seu rebanho a seguir a opinião dele?.

Já o motorista José Carlos disse que acha natural que cada um apoie candidatos  ou partidos independente de ser lideres ou não.

E você, qual a sua opinião? Um líder religioso deve envolver sua denominação na eleição permitindo que candidatos usem a igreja para angariar votos?

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MaisPatos.com

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