Os bancários receberam ontem uma proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 8% de reajuste sobre a remuneração de todos os funcionários e de 8,5% de aumento sobre o piso salarial. A categoria discutirá se aceita ou não a oferta dos bancos em assembleia, que ainda não tem data marcada. Se a reunião acontecer hoje e as partes chegarem a um consenso, é possível que pelo menos os bancos privados voltem a funcionar na próxima segunda-feira. No caso das instituições públicas, as negociações devem se estender por mais tempo, pois há discussão em torno dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
A nova proposta de reajuste salarial apresentada pelos bancos ? a anterior era de 7,1% - é considerada um avanço na negociação, mas o Sindicato dos Bancários da Paraíba ressalta que outros pontos ainda estão em discussão. ?Também estamos exigindo melhores condições de trabalho, mais segurança e a contratação de novos funcionários para melhorar o atendimento ao público e nosso trabalho?, afirmou o presidente do Sindicato, Marcos Henriques, que está em São Paulo para participar das mesas de negociações.
Outra questão que impede um acordo entre as partes é que os bancos cobram ainda a reposição dos dias parados em até 180 dias. Cerca de 4.000 bancários paralisaram as atividades na Paraíba desde o dia 19 de setembro, e o movimento completa hoje 23 dias. A greve é a maior desde 2004, quando a categoria parou por 30 dias. O salário médio dos bancários é hoje de R$ 4.740, sendo que o piso salarial é de R$ 1.519.
Correio da Paraíba