
O cenário é o Cariri paraibano. E o protagonista, Késsy Jones, é destinado pela vida a procurar o pai. Por isso segue para a Festa de Santana, padroeira da cidade do Congo, atrás da linhagem paterna.
Durante a procura, se perde e se encontra em promessas, procissões, festas e tradições nordestinas. Basicamente é esse o enredo do novo livro do escritor de Monteiro Efigênio Moura, intitulado Santana do Congo (Centro Cultural do Cariri, 220 págs.).
O livro é uma comédia romanceada com tom nordestino. De acordo com o escritor, a obra é uma busca. ?Késsy Jones (nada a ver com Cassi Jones de Lima Barreto) tem uma fixação: encontrar o pai que ele julgava ser artista circense. Daí, o circo era motivo para toda aproximação dele e qualquer instrumento relacionado ao circo ele imaginava o pai?, explica Efigênio. Foi assim que encontrou a mulher de sua vida, Fatinha de Zé Triango. O livro foi editado pelas Edições Lumiar, do Centro Cultural do Cariri (Cuca).
Santana do Congo é a terceira obra de Efigênio. Antes disso, o escritor já escreveu Ciço de Luzia e Eita Gota (Uma Viagem Paraibana). O cenário dos três livros é o Cariri paraibano e os personagens são sempre nordestinos. Efigênio justifica a representação de casos da Paraíba. ?Tenho que contar as coisas de nossa gente", explica.
Efigênio define seu estilo como uma espécie de regionalismo. ?É regionalista porque expressa a defesa dos interesses de uma região e faz desses elementos a parte principal da estória?. Ser do Cariri é inspiração para ele. ?Eu sou do Cariri, sou de Monteiro, sou paraibano. Minhas estórias hão de pertencer a essa gente?.
Jornal da Paraíba