Não dava para sair de Chengdu (China) sem acompanhar o atletismo. O belo Shuangliu Sports Centre Stadium estava lotado para uma noite de finais. Como é normal na modalidade, são várias provas ao mesmo tempo e podemos acompanhar corrida, lançamento de dardo, salto triplo, salto em altura. Acada brasileiro, a atenção se voltava para uma parte específica do campo.
A medalha de prata veio na pista. Marlene dos Santos terminou os 400 metros com barreiras na segunda posição, com o tempo de 56.45, o melhor da carreira da atleta. Assim que cruzou a linha de chegada, a brasileira desabou em lágrimas, foi até a torcida brasileira, onde estávamos, recebeu aplausos e retribuiu com carinho.
No pódio, novamente o choro. Só o atleta sabe o quanto investe até chegar à conquista. Enquanto Marlene admirava sua medalha, na arquibancada ela ouvia: “uma hora vai, uma hora vai”. Após acerimônia de premiação, perguntei a ela sobre a frase.
“Antes de vir para cá eu tinha tido resultados ruins. Comecei o ano competindo bem, fiz boas provas, mas ano passado não foi fácil, mas meu treinador sempre confiou, sempre acreditou, puxando a minha orelha, pedindo sempre para acreditar do início ao fim, acreditar no que fazemos.Aqui foi o resultado disso. Fiz uma boa eliminatória, corri a minha melhor corrida do ano. Na semifinal, repeti o melhor do ano. Agora, o melhor tempo da minha vida na final. Isso é gratificante para mim e para o meu treinador também”.
Marlene também explicou o motivo de estar emocionada.
“Eu vinha pedindo a Deus tranquilidade. A gente é atleta, fica muito ansioso. Durante o aquecimento eu pedi para ele acalmar meu coração e minha mente, e foi isso que eu senti a todo momento. Eu cometi alguns erros durante a prova, mas botei na minha cabeça: 'Marlene, acredita até o fim'. Essa medalha não é só minha, é de todas as pessoas que acreditam e torcem por mim.Recebi muitas mensagens positivas dos meus amigos, familiares. Saí de casa em 2018 para treinar em Campinas. Deixei minha família, a última vez que a vi foi em maio. Isso também é dela e detodas as pessoas que estão comigo nessa caminhada”.
Da piscina do Jianyang Cultural and Sports Centre Natatorium veio a outra medalha de prata do Brasil nesta quinta-feira. Rafael Max e Anna Lucia Santos marcaram 276.60 pontos no trampolimde 3m sincronizado misto. A primeira colocação ficou com a China e, em terceiro, o Japão.
Antes mesmo de competirem no trampolim misto aqui em Chengdu nesta categoria, a técnicaPollyana Lacerda previa bons resultados, com a possibilidade de disputar os Jogos Olímpicos de Paris 2024.
“A Anna e o Max treinam em Brasília, que hoje é o polo principal do nosso esporte, mas eles sempre têm contato com atletas olímpicos como a Ingrid Oliveira e o Isaac Souza por exemplo, quetreinam no Rio, mas fazem parte da mesma equipe. Isso ajuda bastante na motivação e eu acho que o Max e a Anna possuem chances de participarem dos Jogos Olímpicos de Paris”.
Nesta sexta-feira (04), o Brasil tem chance de garantir mais duas medalhas em esportes coletivos. Às 4h (horário de Brasília), a equipe masculina de basquete enfrenta os Estados Unidospela semifinal. Oconfronto é um dos mais esperados em Chengdu e a expectativa é de ginásio lotado. Na sequência, às 6h30min,tem semifinal do vôlei feminino: Brasil x Japão.
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Os Jogos Mundiais Universitários têm transmissão ao vivo gratuita na internet. Confirao cronograma completo das competições.A delegação brasileira está em Chengdu com mais de 150 atletas de11 das 18 modalidades em disputa no evento:saltos ornamentais, badminton, tênis de mesa, taekwondo, kung fu (a arte marcial é denominada de wushu na China), basquete, natação, atletismo, judô, tênis e voleibol.
*Maurício Costa viajou como integrante da delegação da Confederação Brasileira de DesportoUniversitário(CBDU). A entidadeconvidou aEBCpara participar da cobertura durante os 17 dias de competição em Chengdu.
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