A diretora da Escola Estadual Auzanir Lacerda, Véria Lúcia, se pronunciou na manhã desta quarta-feira, (10), a respeito da polêmica envolvendo ela e a professora Aline Mayara, a qual a acusa de perseguição e assédio moral.
Em entrevista à imprensa, Véria disse que a professora é extremamente complicada e que a escola encontrou dificuldades para trabalhar com ela desde o momento em que a mesma foi nomeada: ?A princípio, a vaga era no turno da noite e assim que chegou à escola ela não aceitou. Precisamos refazer todo o horário da escola e afastar um professor para adequá-la da forma que ela queria, mas mesmo assim ela continuou criando dificuldades?, afirmou.
A diretora ainda garantiu que no decorrer dos acontecimentos, a professora descumpriu toda a orientação da escola: ?Ela não respeitou as regras estabelecidas pelo regimento no tocante a quantidade de aulas, chegando inclusive a registrar em uma só tarde 14 aulas, quando é permitido apenas seis?, destacou.
Segundo Véria, após várias tentativas da escola em tentar ajustar os horários de Aline, mas sem a mesma aceitar, a 6ª gerência de Ensino foi comunicada sobre o caso e orientou a escola em oficializar o fato: ?Mandamos pelo Correio a convocatória, com os respectivos horários que dispúnhamos, deixamos inclusive um espaço de dois dias para que ela pudesse assumir o outro emprego no Rio grande do Norte, mas nem assim ela aceitou?, lembrou.
Devido à ausência de professor da disciplina para ministrar as aulas, a Gerência encaminhou uma professora com contrato temporário para Aline: ?O Estado só permite para uma mesma carga horaria o pagamento a um professor, pois não paga um mesmo serviço duas vezes, consequentemente, o nome dela sai do sistema, o que não é feito na escola e sim na Gerência com a Secretaria de Educação, sendo assim, a professora recebeu no mês de junho os prejuízos inerentes a sua ausência em sala de aula?, explicou Véria.
Ainda de acordo com a diretora, foi a partir daí que Aline denunciou as ameaças: ?Ela passou a buscar pessoas e construir ameaças e calúnias envolvendo meu nome?.
O Conselho da escola entendeu que nos email enviados ao jornalista Rubens Nóbrega, do Jornal da Paraíba, denunciando o fato, havia caracterização de ameaça e encaminhou o caso ao Ministério Público, que notificou a Gerência e afastou a professora temporariamente da escola.
Uma sindicância foi aberta para apurar o caso.
Exoneração
Em relação a sua exoneração, publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial, Véria disse que tudo não passava de perseguição política: ?Me estranha bastante a velocidade das coisas. A vaga de diretor adjunto está aberta desde o dia 08 de junho e o Estado ainda não procedeu a substituição e mexeu no único cargo que estava na escola. Quando o Auzanir Lacerda não tinha os programas implantados ninguém queria estar aqui. Hoje, que está tudo perfeito, interessa muita gente. É perseguição política, tenho certeza?, desabafou.
Véria ainda questionou o fato de nunca terem atendido a uma solicitação sua, quando mais precisou cuidar de sua saúde: ?Várias vezes pedi a que mandassem um substituto para que eu pudesse tirar licença para fazer um tratamento de quimioterapia, mas nunca mandaram ninguém e eu tive que conciliar o trabalho com o meu tratamento?, finalizou.
Para ocupar o cargo de diretor, foi nomeado pelo Estado o ex-secretário de Meio Ambiente Francisco Delzimar Dias.
maispatos.com